Procurador convoca grande júri para investigar ingerência russa nas eleições dos EUA

O cerco está a apertar-se para o presidente dos Estados Unidos. Robert Mueller quer avançar com o inquérito ao caso de forma sigilosa, procurando obter documentos essenciais para formalizar uma acusação contra o republicano.

Jim Lo Scalzo/REUTERS

A investigação norte-americana à ingerência russa nas eleições presidenciais de 8 de novembro nos Estados Unidos está a entrar numa nova fase, depois de o procurador especial Robert Mueller, que assumiu uma investigação independente ao caso, ter nomeado um “grande júri” para intensificar as investigações. Robert Mueller pode assim pedir mais documentos e mais testemunhos para verificar se houve ou não conluio com a equipa de campanha do agora presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O cerco está a apertar-se para o republicano. Os serviços de inteligência dos Estados Unidos não têm dúvidas de que os Estados Unidos compactuaram com a Rússia durante a corrida à Casa Branca, escreve o jornal norte-americano ‘Wall Street Journal’, o que a ser confirmado pode levar a um impeachment do presidente.

Embora a ligação tenha sido negada veementemente por Donald Trump, a revelação de que o seu filho, Donald Trump Jr., e o seu genro, Jared Kushner, se terão encontrado com diplomatas russos, que alegavam ter informações comprometedoras sobre a candidata democrata, Hillary Clinton, vieram adensar as suspeitas que recaíam sobre o ex-magnata.

Face a isso, a investigação independente liderada por Robert Mueller conhece agora um novo impulso. O ‘Wall Street Journal’ escreve que o procurador terá contratado vários auxiliares – “grande júri” – para avançarem com o caso de forma sigilosa, ajudando-o a obter documentos essenciais para formalizar uma acusação contra o presidente.

“A Casa Branca apoia qualquer ação que acelere a conclusão dos trabalhos [de investigação] de forma justa e está empenhada em cooperar plenamente com Robert Mueller”, afirmou o assesor do republicano, Ty Cobb.

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