Procurador-geral Sessions afinal sabia de ligações de Trump à Rússia

Jeff Sessions mudou o testemunho e reconheceu que teve contacto das ligações entre o ‘staff’ de Donald Trump e a Rússia, durante a campanha eleitoral, no ano passado, nos Estados Unidos.

Kevin Lamarque/REUTERS

O procurador-geral dos Estados Unidos, Jeff Sessions, mudou esta terça-feira o testemunho que tinha feito sobre a possibilidade de ingerência russa nas eleições dos Estados Unidos, no ano passado. Sessions, que afinal sabia das comunicações entre o staff de Donald Trump e a Rússia, tornou-se mais um alto cargo da justiça norte-americana a mudar a sua versão dos acontecimentos.

Sessions afirmou, perante a Câmara de Representantes, que se recorda de uma reunião com o então candidato Trump, no ano passado. George Papadopoulos, um dos conselheiros de campanha, disse ter ligações a Moscovo e que seria possível organizar um encontro entre Trump e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, segundo o novo testemunho.

“Lembro-me agora, mas não tenho uma memória clara dos detalhes do que ele [Papadopoulos] disse durante a reunião”, referiu Sessions ao House Judiciary Committee, que investiga a possibilidade de um conluio entre Trump e Putin para eleger o magnata.

Perante o Congresso, Sessions tinha dito anteriormente que não sabia de qualquer contacto entre a campanha de Trump e a Rússia, levando os democratas a acusá-lo, esta terça-feira, de ter mentido. No entanto, o procurador-geral argumentou que não se lembrava. “Não aceito e rejeito as acusações que menti sob juramento. Isso é uma mentira”, afirmou.

Ultra-conservador e ex-senador republicano do Alabama, Sessions foi o primeiro senador a anunciar formalmente o apoio a Donald Trump durante as primárias de 2016, tendo sido depois recompensado com um dos cargos mais importantes do Governo norte-americano.

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