Programa de formação em turismo com participação de 30% dos municípios

O projeto de formação, desenvolvido pelo IPDT, é apoiado pelo Turismo de Portugal.

O Programa de Formação “ALA + T – Qualificar para o Turismo”, um programa nacional de capacitação turística que se inicia hoje, dia 21 de setembro, no Porto, vai contar, nesta primeira edição, com a participação de cerca de 30% dos municípios de todo o país, e conta entre os seus formandos com a presença de presidentes de câmara, vice-presidentes, vereadores e técnicos superiores, para além de quadros de várias comunidades intermunicipais.

“Este programa permitirá criar uma rede de técnicos especializados em turismo para promover o desenvolvimento turístico das zonas com menos tradição em termos de atividade turística, alargando cada vez mais o turismo a todo o território, um dos objetivos da Estratégia Turismo 2027”, esclarece um comunicado Ministério da Economia.

O projeto de formação, desenvolvido pelo IPDT, é apoiado pelo Turismo de Portugal.

Capacitar a Administração Local Autárquica para o turismo e potenciar o turismo local e regional enquanto fator de desenvolvimento económico, de preservação ambiental, de valorização cultural e de bem-estar social são os objetivos deste programa, que decorre em regime ‘b-learning’ e tem a duração de 65 horas presenciais, acrescidas de acompanhamento ‘online’ em plataforma desenvolvida para o projeto.

O seminário de abertura do programa tem lugar na Escola do Turismo de Portugal (TdP) Porto, nos dias 21 e 22 de setembro, contando com a presença do presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo.

Repartidas por estes dois dias, terão lugar as intervenções de vários especialistas nacionais e internacionais de renome como Robert Maitland, Richard Butler, David Simmons, Paulo Águas ou Alfonso Vargas Sánchez.

As ‘Master Classes’ subsequentes serão da responsabilidade de quadros dirigentes do Turismo de Portugal, e irão decorrer durante os meses de outubro e novembro nas Escolas do Turismo de Portugal: Lamego, Coimbra, Estoril, Portalegre e Faro.

“Em análise estarão temas como a capacitação dos destinos, estruturação de produtos turísticos, captação de investimento, dinamização de redes locais, ‘marketing’ territorial e digital, inovação em turismo, mercados, produção de conteúdos, bem como instrumentos de apoio ao turismo”, adianta o referido comunicado.

Para a secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, este programa “é um primeiro passo para criar uma rede de técnicos de turismo em todo o país envolvendo câmaras, entidades regionais de turismo e Turismo de Portugal e para capacitar cada vez mais os municípios para criarem condições de atratividade e de estruturação de oferta, promovendo cada vez mais o alargamento do turismo de forma sustentável ao longo do território e ao longo do ano. É um sinal muito positivo a adesão significativa de quase uma centena de municípios a este programa”.

Por seu turno, o presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo considera que “este programa de formação contribui para responder aos maiores desafios do setor na atualidade: desde logo, a manutenção do crescimento, mas levando o turismo a todo o território e ao longo de todo o ano”.

“Um outro desafio tem que ver com a formação dos recursos: hoje, cerca de 60% das 350 mil pessoas que trabalham no setor têm o ensino básico e, para continuarmos a ser um dos destinos mais competitivos do mundo, temos que inverter esta situação e fazer com que esses 60% tenham pelo menos o ensino secundário e técnico-profissional”, sublinhou Luís Araújo.

O presidente do TdP acrescentou que “a digitalização de toda a cadeia de valor é também um desafio determinante para o nosso sucesso: seja na perspetiva da captação de turistas e presença nos mercados internacionais, na perspetiva da atividade empresarial ou até mesmo na ótica da experiência do turista em Portugal”.

“A digitalização permitirá às empresas um maior e melhor acesso a informação, o desenvolvimento de práticas e atividades inovadoras e, consequentemente, melhores desempenhos e uma maior criação de valor”, concluiu Luís Araújo.

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