Programa para tornar casas mais eficientes só emprestou 300 mil euros dos 200 milhões prometidos

O Banco Europeu de Investimento alerta devolução de parte dos empréstimos se o programa não for concretizado entre 2018 a 2021, revela o “Público”.

Seis meses depois de o programa “Casa Eficiente 2020” ter arrancado – com financiamento de 200 milhões de euros, para permitir acesso a empréstimos para melhorar o desempenho ambiental dos edifícios habitacionais –, foram emitidas apenas 400 declarações e crédito no valor de 300 mil euros.

A notícia é avançada pelo “Público” na edição desta segunda-feira, que refere que o Banco Europeu de Investimento (BEI) ainda só emprestou 70 milhões de euros (dos 100 milhões de euros a que se comprometeu) aos bancos aderentes (Caixa Geral de Depósitos, Millennium bcp e Novo Banco), mas prepara-se para emprestar os restantes 30 milhões de euros.

“O sucesso do Casa Eficiente não depende do Governo, que teve a função de criar os instrumentos financeiros, mas sim da banca e dos que se socorrem deste Programa. O Casa Eficiente cumpre a sua função ao complementar a oferta de programas públicos que apoiam a reabilitação e a melhoria da eficiência energética”, explicou ao jornal o gabinete de José Pedro Matos Fernandes.

O Ministério do Ambiente e da Transição Energética informou o mesmo diário que totalizaram-se mais de 66.500 acessos portal Casa Eficiente até ao final de novembro de 2018.

Há cerca de um ano, o Governo anunciou o lançamento do programa “Casa Eficiente”, com um montante de financiamento de 200 milhões de euros. Através desta iniciativa, qualquer entidade, singular ou coletiva, poderá ter acesso a empréstimos que beneficiem o desempenho ambiental dos edifícios habitacionais, incluindo intervenções que visem o aumento da eficiência energética e da utilização de energias renováveis para autoconsumo, a eficiência hídrica e a gestão de resíduos.

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