A população portuguesa receberá informações atempadas e atualizadas sobre acidentes graves ou catástrofes, de acordo com o novo sistema nacional de alerta e aviso da Proteção Civil, cujo objetivo é reforçar os meios de prevenção e intervenção em casos de incêndios ou temporais.
O novo sistema nacional está em vigor desde o primeiro dia do ano, embora o decreto-lei que o prevê só tenha sido publicado esta sexta-feira em Diário da República. O objetivo passa por melhorar a comunicação com as populações.
O novo sistema de alerta insere-se no Sistema Nacional de Monitorização e Comunicação de Risco, de Alerta Especial e de Aviso à População, sendo que integrará informações e será gerido por diversas autoridades de proteção civil, em contacto direto com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
Assim, as populações serão mantidas informadas com três tipos de mensagens: monitorização e comunicação de risco; alerta especial; e aviso de proteção civil. No primeiro caso, serão informadas por e-mail ou telemóvel, por exemplo, sobre o que aconteceu ou está próximo de acontecer. Em caso de alerta especial, a mensagem que as populações receberão será enviada para os territórios potencialmente atingidos, reforçando a mobilização e prontidão dos agentes de proteção civil.
Em caso de aviso de proteção civil, a mensagem será comunicada, por televisão, telemóvel ou redes sociais, por exemplo, aconselhando as populações a tomarem medidas para se protegerem.
As comunicações efetuadas por este novo sistema de alerta deverão incluir a identificação do emissor e do destinatário, a identificação das características do evento que justificam o envio da mensagem, o âmbito territorial e temporal do evento e ainda outras informações tais como os comportamentos de autoproteção que devem ser adotados.
Os meios de comunicação social nacionais e locais, assim como os operadores de telecomunicações, também são chamados a colaborar.
