PS diz que mensagem do chefe de Estado espelha “reconhecimento pelo trabalho feito”

Vice-presidente da bancada parlamentar socialista João Paulo Correia diz que a “reinvenção” pedida por Marcelo Rebelo de Sousa é “um incentivo a novas políticas” ligadas à Proteção Civil.

O PS considerou hoje que a mensagem de Ano Novo do Presidente da República espelha “reconhecimento pelo trabalho feito” e “confiança” na atual solução governativa, lendo a palavra “reinvenção” como “um incentivo a novas políticas” ligadas à Proteção Civil.

“É uma mensagem de reconhecimento do trabalho positivo feito pelo Governo e também é uma mensagem que renova a confiança nesta solução governativa”, começou por afirmar o vice-presidente da bancada parlamentar socialista João Paulo Correia para, de seguida, enumerar políticas feitas pelo atual Governo.

O socialista lembrou que na mensagem do Presidente da República de há um ano, este falava em estabilidade política, rigor financeiro e cumprimento dos compromissos externos, crescimento económico e justiça social, quatro desígnios lançados por Marcelo Rebelo de Sousa de 2016 para 2017 que aos olhos do PS foram “totalmente alcançados”.

“A pobreza diminuiu em 2017 e as diferenças entre os mais ricos e mais pobres também diminuiu muito graças a medidas implementadas como o aumento do salário mínimo (…). Mário Centeno foi eleito para o Eurogrupo e isso também mostra reconhecimento (…). O país viveu eleições autárquicas que correram com normalidade, num quadro positivo de baixa de abstenção”, descreveu o deputado do PS.

Na tradicional mensagem de Ano Novo, transmitida no dia 01, o chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu que 2018 terá de ser o “ano da reinvenção” da confiança, advertindo que os portugueses precisam de ter a certeza de que, “nos momentos críticos, as missões essenciais do Estado não falham”.

“Reinvenção da confiança dos portugueses na sua segurança, que é mais do que estabilidade governativa, finanças sãs, crescente emprego, rendimentos. É ter a certeza de que, nos momentos críticos, as missões essenciais do Estado não falham nem se isentam de responsabilidades”, exigiu Marcelo Rebelo de Sousa.

Sobre esta matéria, João Paulo Correia disse: “Também estamos empenhados naquilo que o senhor Presidente da República definiu como a ‘reinvenção’ que são as novas políticas para o interior, as novas políticas de reordenamento de território e das florestas e novo sistema nacional de Proteção Civil”.

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A chamada de atenção sobre o cumprimento das missões do Estado constitui o ponto mais relevante da mensagem do Presidente. O Estado existe para nos servir, a nós, cidadãos, assegurando direitos fundamentais. É isso, e apenas isso, que justifica a sua existência e não a satisfação de interesses particulares, sejam eles empresariais, corporativos, sindicais ou partidários.
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