PS insiste que negociações do Orçamento do Estado para 2022 devem continuar na especialidade

José Luís Carneiro reforçou a intenção do PS em “apreciar as propostas” dos parceiros, mas com o propósito de “encontrar os pontos de equilíbrio e de bom senso”, na última das audiências que o Presidente da República manteve com os partidos nesta sexta-feira.

Flickr/PS

O secretário-geral adjunto do PS, José Luís Carneiro, insistiu na continuação das negociações do Orçamento do Estado para 2022 (OE2022) na especialidade, considerando que ainda há disponibilidade para discutir alterações propostas pelos parceiros, mas com “equilíbrio e bom senso”.

“O PS e o Governo têm desde há muito, e já com provas dadas, feito um esforço para ir ao encontro de propostas de melhoria e de aperfeiçoamento do Orçamento do Estado, que agora terá um momento apropriado em sede de discussão na especialidade. Primeiro tem de ser aprovado na generalidade e depois entramos numa nova fase”, referiu José Luís Carneiro, no final de uma audiência com o Presidente da República sobre o OE2022, no Palácio de Belém, em Lisboa.

O dirigente socialista remeteu mais do que uma vez o processo para a fase da especialidade, o que implica a aprovação da proposta na generalidade, enquanto respondia às questões colocadas pelos jornalistas.

José Luís Carneiro reforçou a intenção do PS em “apreciar as propostas” dos parceiros, mas com o propósito de “encontrar os pontos de equilíbrio e de bom senso para que mereça o apoio dos partidos políticos” que têm suportado os executivos de António Costa no Parlamento.

Contudo, defendeu que “sempre que se avança surgem novas matérias”, sustentado que isso não impede a negociação atendendo “ao princípio do equilíbrio das contas públicas e a garantia de que o país consegue reduzir a sua dívida pública”.

Ladeado pela líder parlamentar socialista, Ana Catarina Mendes, e pelo secretário nacional adjunto, Pedro Cegonho, o secretário-geral adjunto completou que houve sempre “uma abertura muito significativa” alinhada com os interesses do país, e que há disponibilidade, para, além do Orçamento do Estado, dialogar “com os partidos políticos que têm suportado politicamente o Governo em matérias que são cruciais”. Entre estes assuntos, sublinhou, está a discussão “sobre o estatuto do Serviço Nacional de Saúde (SNS)”.

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