PSI 20 fecha em queda apesar da valorização de quase 3% dos CTT e da Corticeira Amorim

A Bolsa de Lisboa fechou em queda num dia em que na Europa a sessão foi marcada pelo sector bancário que foi novamente penalizado pela debilidade dos bancos italianos. Nas subidas, o destaque vai para os CTT e para a Corticeira Amorim.

O PSI 20 foi uma dos índices que fechou em terreno negativo numa Europa sem tendência definida. O índice da bolsa de Lisboa fechou nos 5.108,06  pontos (-0,28%).

Os títulos que mais caíram foram os da Pharol (-1,18%); os da Sonae (-0,94% para 0,896 euros) e os do BCP (-0,71% para 0,2509 euros).

Nas subidas o destaque vai para os CTT (+2,95% para 2,306 euros) e para a Corticeira Amorim (+2,31% para 10,640 euros). Mas há a destacar ainda a subida da Altri (+1,94% para 6,3 euros) e da NOS (+1,91% para 5,595 euros). Já a Jerónimo Martins avançou 1,35% para 13,500 euros.

O analista do BPI preferiu destacar  os títulos mais defensivos, como a EDP e a EDP Renováveis, em vez dos títulos mais cíclicos como a Altri.

“As primeiras duas ações ainda negociaram no rescaldo do anúncio do acordo estratégico fechado pela EDP Renováveis e a francesa Engie para a criação de uma parceria, detida em partes iguais, “no segmento eólico offshore, fixo e flutuante”, relata o analista do BPI.

Na Europa o índice global EuroStoxx 50 fechou flat (+0,01% para 3.386,72 pontos). Mas LOndres fechou em alta d e0,07% para 7.334,19 pontos; O CAC 40 em Paris fechou a cair 0,12%para 5.379 pontos; o DAX avançou 0,21% para 12.168,7 pontos; o IBEX perdeu 0,07% para 9.232,2 pontos e o FTSE MIB em Milão perdeu 0,61% para 20.573,3 pontos.

Na Europa a sessão foi marcada pelo sector bancário que foi novamente penalizado pela debilidade dos bancos italianos, explica o BPI.

O “avanço na tecnologia contrasta com correção na Banca em dia misto nas bolsas”, diz o analista do BCP Ramiro Loureiro.

As praças europeias foram oscilando entre o verde e o encarnado ao longo da sessão e terminaram divididas entre os ganhos ligeiros do DAX e as leves quedas do CAC.

“O setor tecnológico mostrou resiliência ao tema das tensões comerciais EUA/China, no dia em que surgiram notícias de que os norte-americanos estarão a estudar alargar a “lista negra”, abrangendo empresas do ramo de videovigilância”, diz o analista da Mtrader.

Na Banca há indicações, não confirmadas, de que o Unicredit poderá alienar uma carteira de crédito malparado na ordem dos 5 mil milhões (face value).

O índice de preços ao consumidor no Reino Unido registou uma subida de 0,6% em abril na comparação com o mês anterior, anunciou nesta quarta-feira, 22, o Escritório Nacional de Estatísticas (ONS). Contudo, na comparação anual, o índice apresentou ganhos de 2,1% em abril de 2019. O número veio abaixo do esperado por analistas (2,2%).

“A depreciação da Libra perante a falta de apoio ao acordo de Theresa May marcou o mercado britânico. Rumores de última hora dão conta de que a primeira-ministra britânica pode apresentar a sua demissão hoje ao final do dia. Os preços do petróleo reagiram em baixa ao aumento das reservas de crude durante a semana passada nos EUA”, escreve o analista do BCP na sua análise ao fecho dos mercados.

O euro caiu 0,05% para 1,1155 dólares.

O petróleo tomba 2,2% em Londres com o Brent a cotação nos 70,59 dólares e o crude a cair 2,99% para 61,24 dólares.

No mercado de dívida as obrigações a 10 anos alemãs estão em qued de 2,3 pontos base para 0,086%; ao passo que a dívida nacional cai 0,7 pontos base para 1,026%; a dívida espanhola deslizou 0,6 pontos base para 0,868% e a dívida italiana caiu 1,23 pontos base 2,632%.

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