PSI 20 não acompanha inversão dos principais índices europeus e fecha no vermelho

A volatilidade caracterizou o dia nos mercados europeus. Principais praças anularam as perdas da manhã e fecharam positivas com exceção de Lisboa, Londres e Madrid.

Stringer/Reuters
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Na última sessão da semana, o PSI 20 fechou a cair 0,18% para os 4.597,29 pontos. Apesar de ter recuperado dos mínimos da sessão, a praça de Lisboa não conseguiu acompanhar as suas congéneres europeias.

A contribuir para a queda do índice português estiveram os títulos da NOS (-1,51%) e da Galp (-0,21%), enquanto o Montepio cedia 1,54% e as empresas do setor da pasta e do papel também resvalavam, destacando-se a Navigator, com uma desvalorização de 1,95%, e a Semapa, que caiu 1,56%.

Do lado das subidas, destacaram-se Mota-Engil (1,85%), BCP (0,65%), EDP (0,21%), Jerónimo Martins (0,46%) e REN (0,58%).

Num dia em que a volatilidade dominou os mercados, a banca acabou por ser o setor que impulsionou a recuperação dos mercados europeus, depois de também ter sido a banca a responsável pelas quedas da manhã.

O índice francês CAC subiu 0,10%, a praça espanhola desvalorizou 0,19% e o Footsie de Londres perdeu 0,29%. Ainda na Europa, destaque para o alemão Dax que, depois de estar a perder, a meio da sessão, 1,37%, fechou a subir 1,01%, impulsionado pela recuperação no Deutsche Bank (DB).

As acções do Deutsche Bank fecharam a subir 6,39% depois de terem chegado a afundar quase 9%. Esta reviravolta acontece após o CEO ter garantido que, nas últimas décadas, o balanço do banco nunca foi tão estável, e de o Goldman Sachs ter estimado que o Deutsche Bank vai acabar por pagar “apenas” entre 2,8 mil milhões e 8,1 mil milhões de dólares às autoridades norte-americanas.

Os mercados norte-americanos negoceiam positivos, com o S&P 500 a ganhar 0,82%, o Nasdaq 0,80%, e o Dow Jones 0,94%.

Nas commodities destaque para o brent que sobe 0,28% ainda na sequência da reunião da OPEP, onde foi anunciado que iria haver uma redução da produção. Pela negativa, destaque para o gás natural que perde 2,10%. O euro segue a ganhar 0,14% em relação ao dólar, para 1,1235 dólares. Os juros da dívida portuguesa sobem em todas as maturidades.

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