Quebras do BCP e Galp penalizam PSI 20

O principal índice bolsista português iniciou a sessão desta terça-feira a perder 0,35%, para 4.037,53 pontos.

O principal índice bolsista português (PSI 20) iniciou a sessão desta terça-feira a perder 0,35%, para 4.037,53 pontos. A bolsa portuguesa negoceia em queda, numa altura em que as principais congéneres europeias negoceiam mistas, com o aumento significativo do número de infeções com o novo coronavírus a marcar o sentimento dos investidores.

A bolsa nacional apresenta quebras na abertura, sendo penalizada pelas quedas de 13 empresas cotadas, enquanto três negoceiam no verde e outras duas não apresentam variação. Entre estas, destaca-se o mau arranque do BCP e da Galp Energia.

O BCP arrancou a cair 1,46%, para 0,74 euros, depois de ter apresentado os resultados relativos ao terceiro trimestre do banco na Polónia antes do início da sessão. O polaco Bank Millennium apresentou um quebra de 75% nos ganhos face ao terceiro trimestre de 2019, o que corresponde a um lucro de 132 milhões de zlótis (29,8 milhões de euros) nos primeiros nove meses deste ano.

A par do banco liderado por Miguel Maya, também a Galp Energia se evidencia no arranque da sessão. A petrolífera portuguesa recua 0,70%, para 7,69 euros, continuando a ser penalizada pelos prejuízos apresentados na segunda-feira relativamente ao terceiro trimestre do ano.

A Galp apresentou um prejuízo de 23 milhões de euros no terceiro trimestre do ano, um valor que contrasta com os 101 milhões de lucros registados em período homólogo  de 2019. Ainda assim, o valor prejuízo registado representa uma recuperação face ao segundo trimestre do ano, em que o prejuízo foi de 52 milhões de euros. Acresce aos resultados, o anúncio da venda da unidade de distribuição, a Galp Gás Natural Distribuição à Allianz Capital Partners.

As perdas da Jerónimo Martins (-0,48%) e das papeleiras Navigator (-0,68%), Altri (-0,35%) e Semapa (-0,30) também penalizam o PSI 20.

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