Queda de 7% nos CTT deixa bolsa nacional em terreno negativo

“Na Europa, o sentimento é positivo, depois de o euro ter registado máximos de dezembro de 2014 e ter tocado os 1,212 dólares”, afirma Gualter Pacheco.

Lucas Jackson/Reuters

A bolsa nacional negoceia esta sexta-feira em meio de sessão a cair, contrariando a onda de otimismo que se verifica nas praças europeias. O principal índice português, PSI 20, perde 0,33% para 5.625,57 pontos, pressionado pela forte desvalorização dos CTT e BCP.

Os CTT continuam a ser a cotada que mais perde desde o início da sessão. O operador postal cai 7,69% para os 3,554 euros. Gualter Pacheco, trader da Gobulling – Banco Carregosa, explica que os títulos da empresa “estão a ser fortemente penalizados depois de a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) ter fixado metas mais exigentes para garantir a qualidade dos serviços.

Em comunicado, a Anacom informa que “os CTT irão estar obrigados ao cumprimento de um conjunto de 24 indicadores de qualidade de serviço, que comparam com os 11 indicadores anteriores”. Os CTT já vieram entretanto dizer que esperaram que estes “não condicionem a viabilidade ou a sustentabilidade” do serviço postal.

Em bolsa, Gualter Pacheco indica que a cotada “não tem agora grande força para inverter a tendência, tendo em conta as perdas consideráveis”.

O BCP perde 1,23% para os 0,297 euros. Gualter Pacheco explica que o banco liderado por Nuno Amado está a sofrer mais-valias, na sequência dos fortes ganhos dos últimos meses”. A Pharol recua 1,49% para os 0,264 euros, ainda influenciada pelo plano de reestruturação apresentado pela empresa de telecomunicações brasileira Oi, da qual a Pharol é a principal acionista.

No setor da energia, a EDP perde 0,45% para os 2,873 euros, a EDP Renováveis cai 0,57%, a Galp Energia desvaloriza 0,09% para os 16,265 euros e a REN recua 0,16% para os 2,528 euros.

Em terreno negativo estão ainda a Mota-Engil (-1,00%), a Altri (-0,96%), a Corticeira Amorim (-3,33%), a NOS (-0,54%) e a Novabase (-1,28%).

A destacar-se pela positiva está a Jerónimo Martins, que soma 3,65% para os 17,180 euros. O trader da Gobulling explica que a empresa liderada por Pedro Soares dos Santos está em alta, depois de terem sido conhecidos esta quinta-feira os dados das vendas do quatro trimestre. As vendas terão aumentado 11,3%, em comparação com o ano anterior, para os 16.275 milhões de euros.

A somar estão ainda a Sonae (1,35%), a Sonae Capital (0,11%), a Semapa (0,53%), a Navigator (0,48%) e a Ibersol (1,26%).

Nas restantes praças europeias, a tendência é positiva. O alemão DAX soma 0,02%, o francês CAC 40 sobe 0,02%, o holandês AEX valoriza 0,15%, o britânico FTSE 100 ganha 0,03%, o espanhol IBEX 35 avança 0,44% e o italiano FTSE MIB negoceia com a valorizar 0,61%.

“Na Europa, o sentimento é positivo, depois de o euro ter registado máximos de dezembro de 2014 e ter tocado os 1,212 dólares”, afirma Gualter Pacheco. “Esta subida foi impulsionada pela divulgação das atas da última reunião do Banco Central Europeu (BCE), onde se falou numa eventual dimunição do Quantitative easing (QE), para breve. Agora está a ser também impulsionada pelo anúncio de que na Alemanha, a chanceler e o maior partido da oposição estão a trabalhar para formar coligação, após quatro meses de impasse político”.

No mercado cambial, o euro ganha 0,81% para 1,212 dólares e a libra soma 1,04% para 1,368 dólares.

Já no mercado petrolífero, o brent recua 0,66% para os 68,80 dólares por barril e o crude WTI perde 0,99% para os 63,17 dólares.

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