Quercus e Acréscimo alertam para eucaliptais ilegais e pedem sanções ao Estado

As duas associações afirmam que estão mais de 40 milhões de eucaliptos prontos para ir “para o terreno” e defendem sanções para “novos eucaliptais ilegais”, particularmente nas áreas afetadas pelos incêndios de 17 de junho e 15 de outubro de 2017.

As associações ambientais Quercus e Acréscimo – Associação de Promoção ao Investimento Florestal – emitiram um comunicado conjunto onde pedem que o Estado “seja mais efetivo na fiscalização de modo a evitar plantações não autorizadas de eucalipto, em particular nas áreas afetadas pelos grandes incêndios de 17 de junho e 15 de outubro de 2017”.

“Nos últimos dias, na região do grande incêndio de Pedrogão Grande foram detetadas áreas de pinhal-bravo ardido, convertidas em novas arborizações com eucalipto”, lê-se no documento.

As duas associações afirmam que estão mais de 40 milhões de eucaliptos prontos para ir “para o terreno” e defendem sanções para “novos eucaliptais ilegais”, pois “não há dados disponíveis para avaliar a eficácia da nova legislação que restringe a expansão da área de eucalipto”.

Os ambientalistas voltam a pedir ao Governo que combata a “falta de legalidade”, os riscos de abandono da gestão e assegure a “diminuição do risco social associado ás plantações”.

“A necessidade de aumento da transparência, através da divulgação no portal do ICNF na Internet, dos locais onde foram validadas e autorizadas as plantações e replantações de eucaliptos”, é uma das revindicações das associações.

De acordo com o último relatório emitido pelo Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), os viveiros florestais têm atualmente já certificados 33,5 milhões de plantas certificadas e 10 milhões de estacas certificadas. “Material de reprodução florestal que pode gerar a arborização e rearborização de mais de 35.mil hectares de eucalipto na atual época de plantação”.