“Queremos crescer em todas as áreas”. Aposta na cloud abre porta da Oracle às PME

As pequenas e médias empresas são uma aposta da gigante norte-americana, cujos clientes são tradicionalmente grandes empresas e a Administração Pública.

A digitalização está a provocar uma disrupção nos modelos de negócio tradicionais sem precedentes, com as tecnologias a impulsionarem mudanças, designadamente na forma como os clientes comunicam e realizam transações comerciais.

“A nossa estratégia assenta na utilização da cloud como fator de inovação dos nossos clientes”, vincou Hugo Abreu, country manager da Oracle Portugal, esta quinta-feira, no Convento do Beato, em Lisboa, num almoço com jornalistas, que selou o Oracle Digital Day, dedicado à emergência das novas tecnologias e à crescente importância da inteligência artificial e do machine learning no Big Data.

Para continuar a liderar em muitas áreas do mercado, acrescenta o gestor, a Oracle investe anualmente, em termos globais, cinco mil milhões de dólares em I&D (Investigação & Desenvolvimento). Quem não inovar não terá futuro. “Vão desaparecer muitas empresas. Não será de um momento para o outro, pois isto é um processo…”, explica o gestor.

Quanto ao futuro próximo, Hugo Abreu manifestou-se optimista, após quatro anos de chumbo em que a maior parte das empresas portuguesas esteve a lutar para sobreviver. Com resultados. “Criou-se um ecossistema de empresas que perceberam que na internacionalização estava a sua sobrevivência e hoje estão mais capazes. Acredito que isso vai trazer novos investimentos.”

O gestor não escondeu que a empresa também foi afetada, nos últimos anos, embora tenha tido anos bons. “A crise fez com que muitas das empresas de nicho não tivessem condições para continuar” e empresas como a Oracle, “com uma oferta alargada por ser parceiros preferenciais de clientes cujos orçamentos tinham sido reduzidos. Isto só se consegue com poucos parceiros relativamente estratégicos.”

A oferta de serviços de ‘cloud’ pelas empresas de tecnologia, em geral, e da Oracle, em particular, abre a porta às pequenas e médias empresas (PME), que são a maioria do tecido empresarial português, para que acedam em condições mais favoráveis a este tipo de serviço. Têm conseguido chegar a este tipo de empresas? “Esse é o esforço que fazemos todos os dias”, disse Hugo Abreu.

O facto da Oracle estar a apostar na cloud, que representa atualmente cerca de 10% do negócio mundial, acaba por abrir portas às PME. Hugo Abreu vinca o compromisso: A Oracle quer crescer em todas as áreas. “Temos expectativa que as PME também vejam em nós uma oportunidade  para conseguirem tecnologia de ponta que antes não estariam disponíveis”, concluiu.