Recebeu este telefonema? É uma fraude financeira, alerta a PSP

No dia em que a Policia de Segurança Pública (PSP) lança mais um alerta fraudulento, saiba o que deve fazer para se proteger das práticas mais comuns de burlas telefónicas.

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A Polícia de Segurança Pública (PSP) alerta os cidadãos para uma nova fraude telefónica. Na página de Facebook a PSP emitiu esta quinta-feira a mensagem falsa que anda a circular e pede que seja partilhada, a fim de evitar fraudes financeiras via telefone.

“Somos da PSP e estamos a ligar para que possa evitar uma coima que tem de muitos milhares de €uros da Autoridade Tributária. Basta transferir uma quantia de poucas centenas de €uros para o NIB que lhe vamos dar e regulariza de imediato a sua situação”.

A PSP refere que “este telefonema tem sido feito a um cada vez maior número de vítimas em Lisboa e não só, principalmente em horário pós-laboral e fins de semana/feriados. É FALSO! Denuncie. Partilhe”.

Manual de instruções para se proteger

As fraudes telefónicas são dos meios mais usados para roubar dinheiro aos cidadãos. Seja através de chamadas ou SMS, saiba quais os sinais de uma possível fraude e dos passos a tomar para se proteger.

Se no seu visor de telemóvel surgir um número com indicativos internacionais que desconheça pense duas vezes antes de atender, pois poderá estar prestes a ser vítima de uma fraude telefónica.

Este esquema conhecido como International Revenue Share Fund (IRSF) é nada mais do que uma fraude com a partilha de lucro internacional, ou seja caso atenda a chamada irá pagar a mesma no destino da qual ela foi realizada. O dinheiro que pagou não irá para a sua operadora telefónica, mas sim para o IRSF.

Este tipo de fraude é válido para chamadas ou SMS e a melhor forma de se proteger é mesmo não atender números desconhecidos ou com indicativos que lhe pareçam diferentes do comum. Caso não atenda, não deve também devolver chamada, ou responder no caso de SMS.

E não é só o utilizador que é afetado por este esquema. As próprias operadoras também o são e só o podem proteger caso possuam um sistema de deteção de fraude que lhes permita bloquear a chamada, de números identificados como fraudulentos. O outro lado da moeda é que as operadoras não poderão ser responsabilizadas pelas eventuais perdas dos seus clientes, já que elas próprias também acabam por sofrer do mesmo problema.

O melhor mesmo é não atender nenhum deste género de chamadas até porque muito dificilmente irá recuperar o seu dinheiro. Isto porque, é difícil de descobrir os portadores de comunicação legais, dos ilegais e fraudulentos, apesar de já existirem soluções tecnológicas que ajudam as operadoras a identificar os números que podem ser vistos como fraudulentos.

Existem três tipos de fraudes telefónicas que são consideradas as mais frequentes e utilizadas. O “Wangiri”, onde o cliente recebe um toque no telemóvel que não consegue atender, e a partir daí está ligado ao número e é aí que do outro lado recebem o lucro. O “Smishing”, consiste em Phishing (empréstimo que designa as tentativas de obtenção de informação pessoalmente identificável através de uma suplantação de identidade por parte de criminosos em contextos informáticos), através de SMS.

Por último temos o “Private Branch Exchange” (PBX), que é feito pela entrada ilegal no sistema telefónico do PBX de uma organização, ou empresa. Hoje em dia é mais usado através dos IP’s PBX e quando se tem acesso aos IP’s numa entidade, a mesma começa a cometer uma fraude com chamadas ilimitadas, para números falsos com valor acrescentado.