Receitas fiscais com forte subida na Madeira

Entre julho e outubro a receita obtida por via fiscal subiu sempre acima dos 10%, na Madeira, com excepção de setembro, onde o crescimento ficou fixado nos 3,6%.

As receitas fiscais têm registado uma forte subida nos últimos quatro meses, de acordo com o Boletim de Execução Orçamental, referentes aos mês de julho, agosto, setembro, e outubro.

Desde julho a receita obtida pelo Governo Regional tem estado a crescer depois de uma quebra em maio, junho. Entre julho e outubro a receita obtida por via fiscal subiu, com excepção de setembro, acima dos 10%.

Pela via fiscal chegaram aos cofres do Governo Regional em julho 88 milhares de euros, uma subida de 64% face ao período homólogo, enquanto que em agosto, setembro e outubro, se obteve, 537, 76, e 700 milhares de euros, que correspondem a um crescimento homólogo de 14,5%, 3,6%, e 11,1%.

Os impostos directos são um dos motivos que explicam este crescimento. O Boletim de Execução Orçamental referente a agosto e outubro indicam subidas homólogas de 29,2% e 20,4%.

No conjunto da receita arrecada pelo Governo Regional verificam-se subidas homólogas na ordem dos 25,8%, 8%, 3,1%, e 7%, para os meses de julho, agosto, setembro, e outubro.

Se entre julho e outubro se assiste a uma subida da via fiscal, o mesmo não se pode dizer relativamente à despesa.

Em julho a despesa disparou 22,3%, assente na subida em 23,3% na despesa corrente, decorrente de um crescimento de 26,9% nos gastos com juros e outros encargos.

Os juros e outros encargos representaram em julho 60 dos 136 milhares de euros de despesa corrente do Governo Regional.

As despesas de capital subiram 8%, em julho, mas no seu global correspondem a 9 milhares de euros.

A despesa acabou por cair 5,7% em agosto, com um contributo da despesa corrente que quebrou 4,6%, por via da descida em 15,2% e 12,5% na aquisição de bens e serviços e nos juros e outros encargos.

O mesmo padrão é extensível a agosto onde existiu um aumento de 4,2% na despesa do Governo Regional. A despesa corrente contudo caiu 0,1%, apesar da subida em 20,5% e em 27,4%, na aquisição de bens e nos juros. Contudo na despesa de capital verificou-se um aumento de 40,8%.

A descida na despesa em maio foi de 3,2%, devido às quebras de 3,2% na despesa corrente e de 2,8% na despesa de capital.

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