Reforma fiscal não chegou para animar Wall Street

Principais índices norte-americanos terminaram semana a desvalorizar. Reforma fiscal assinada por Trump não chegou para animar investidores.

Crash de 25% em Wall Street

Os mercados norte-americanos fecharam ‘flat’ esta sexta-feira com quedas ligeiras e os principais índices de Wall Street sem grande alteração no dia marcado pela divulgação das encomendas de bens duradouros e das vendas de casas novas relativas ao mês passado, bem como o da confiança dos consumidores norte-americanos.

O Departamento de Comércio dos Estados Unidos da América anunciou hoje que os gastos dos consumidores aumentaram 0,6% a partir de outubro, superando um aumento de 0,3% no rendimento pessoal.

O índice Dow Jones fechou a sessão a cair -0,11% para 24.754,06 pontos e o S&P 500 também fechou a cair apenas -0,05%% para 2.683,64 pontos. O tecnológico Nasdaq não contrariou a tendência em Wall Street e fechou a sessão no ‘vermelho’ com uma ligeira desvalorização de 0,08% para os 6.953,26 pontos.

Ontem, o Congresso norte-americano, liderado pelos republicanos, aprovou uma autorização temporária de despesa para evitar que os serviços do governo federal fossem encerrados. A medida foi aprovada na Câmara dos Representantes, por 231 votos contra 188, e depois pelo Senado, com 66 votos favoráveis e 32 contrários.

A proposta de lei aprovada permite que o governo funcione normalmente até 19 de janeiro e inclui medidas como o desbloqueio de centenas de milhões de dólares para construir uma base de mísseis no Alasca e reparar dois navios envolvidos em acidentes recentes.

Trump assina reforma fiscal

Donald Trump promulgou hoje a ambiciosa reforma fiscal que inclui uma importante baixa de impostos para as empresas e que será aplicada a partir de 2018.

Durante uma cerimónia no gabinete oval da Casa Branca, antes de partir de férias para o seu clube privado de Mar-a-Lago, na Flórida, Trump assinou a proposta legislativa adotada pelo Congresso esta semana com o apoio da maioria republicana da Câmara de representantes e do Senado após intensas negociações.

A nova lei, desde já considerado o seu principal triunfo legislativo no primeiro ano de mandato, implica, entre outros aspetos, uma redução do imposto pago pelas empresas de 35% para 21%, e em menor medida para os trabalhadores.

A aprovação final do documento representa uma perda de receita fiscal de 1,5 biliões de dólares (1,3 biliões de euros) nos próximos 10 anos.

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