PremiumReino Unido: Um enigma chamado Boris Johnson

O primeiro-ministro britânico é, pelo menos enquanto tal, uma incógnita para o resto da Europa: uma coisa é o seu passado de eurocético de pantomina, outra bem diferente é o carrear da esperança do Reino Unido. Numa altura em que a Europa acaba de dar uma triste imagem de si própria, o primeiro embate entre as duas partes será, no mínimo, a não perder.

Sem surpresa, mas por causa de uma lei surpreendente, 92.153 conservadores britânicos (0,2% dos cerca de 48 milhões de eleitores) elegeram Boris Johnson – nascido em junho de 1964 no exclusivo bairro do Upper East Side de Manhattan, em Nova Iorque, lugar bem mais distinto do que Queens, ali por perto, onde uns 20 anos antes nascera Donald Trump – como o próximo primeiro-ministro do Reino Unido.

Claramente, esta não é a hora de os britânicos – e os europeus, ou quem quer que seja – se questionarem sobre a democraticidade da lei que o levou ao número 10 de Downing Street, nem sobre o grau de representatibilidade de quem chega aonde acaba de chegar por via de uma regra de duvidosa bondade. Desde logo porque os britânicos não fazem parte (desde há muitos séculos) de nenhuma lista de países onde a democracia levanta dúvidas e porque não abundam evidências, bem pelo contrário, de que os alicerces do regime democrático possam estar corroídos por um conjunto de efeitos colaterais identificados ou por identificar.

Artigo reservado a assinantes do Jornal Económico. Para ler a versão completa, aceda aqui ao JE Leitor.

Artigo publicado na edição nº1999 de 26 de julho de 2019, do Jornal Económico.

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