Residências de estudantes são um novo nicho de mercado

A StudentVille entra em Lisboa para construir e gerir residências premium de estudantes. Um negócio que vem ao encontro das necessidades do mercado.

Com um conceito que passa mais por criar um hotel de 5 estrelas do que propriamente uma residência de estudantes, Madalena Castro e Almeida e o sócio Andrew Reid decidiram avançar para o negócio do mercado residencial premium dirigido a estudantes.

De momento, têm três edifícios em Lisboa em fases diferentes de projeto – prevendo ter, com estes edifícios, uma capacidade total de alojamento de 100 quartos. A primeira residência, a StudentVille Studios, foi lançada este mês e a procura tem sido muita, assim como reservas e feedback positivo, apesar de praticarem preços mais elevados no mercado. “Já temos tido clientes, agora nos meses do Verão, que são turistas ou estudantes das escolas de Verão, que têm elogiado a arquitetura inteligente e moderna, assim como o conforto. A procura e o feedback que recebemos dão-nos toda a confiança para continuar a avançar”, revela Madalena Castro e Almeida.

Os dois jovens empreendedores estão também confiantes pela experiência que trazem e que vai fazer a diferença no mercado. Tendo habitado e visitado várias residências de estudantes nos mercados mais maduros, têm uma perspectiva que falta a vários dos seus concorrentes. “Portugal ainda vive muito do conceito de que um estudante só quer um teto e uma cama para ficar contente, e preocupam-se mais em maximizar o espaço que têm e acabam por oferecer alojamento de baixa qualidade aos estudantes”, salientam.

Os empreendedores orgulham-se de garantir que todos os quartos são individuais e têm casa de banho en-suite e cama dupla, como oferta mínima. “Nós criámos um espaço e uma comunidade onde os estudantes vão querer passar o seu tempo e até convidar os amigos, oferecendo espaços modernos e confortáveis, e com todas as comodidades que poderiam querer, como ginásio e piscina, entre outras”, esclarecem.

Madalena e Andrew estudaram  e viveram durante dez anos no estrangeiro. Madalena estava na KPMG em Bruxelas, após ter concluído o mestrado de Gestão do King’s College, e o Andrew trabalhava como analista do mercado imobiliário em Londres, com foco nas SIPIs. Dentre os diversos mercados imobiliários que seguia, as SIPIs de alojamento estudantil destacavam-se como o tipo de propriedade que batia as estimativas do mercado semestre após semestre, com yields e NRIs muito acima dos outros tipos de imobiliário. “Olhámos para o mercado português e não tínhamos, entre os dois, conhecimento de nenhuma residência de estudantes em Lisboa. Achámos que haveria potencial”, lembram.

Um sonho concretizado

Depois de alguns meses a fazerem pesquisas do mercado e de admitirem que fazia sentido investir, encontraram o lugar perfeito, que correspondia financeiramente aos seus planos, e perceberam que o sonho se poderia tornar realidade. Nasceu assim a StudentVille.

Apesar de terem encontrado uma oportunidade para se diferenciarem dos outros players, os responsáveis recordam que se trata de um negócio com dificuldades. “É um mercado difícil de penetrar e achamos que muitos entram no mercado vendo só o benefício a curto prazo, sem perceberem que daqui a uns anos serão postos de lado devido à força do mercado. Outra dificuldade óbvia é que isto é um negócio que requer um vasto investimento de capital inicial, e temos projetos que estamos a construir de raiz para garantir que os edifícios são feitos para proporcionar a melhor experiência possível aos estudantes, e se tornem icónicos”, admitem. Neste momento, os estúdios ao lado da Católica estão a arrendar por valores entre os 600 e os 750  euros mensais.

Artigo publicado na edição digital do Jornal Económico. Assine aqui para ter acesso aos nossos conteúdos em primeira mão.

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