Respostas Rápidas: Bolsonaro usou o Whatsapp para ganhar as eleições?

Mais uma vez, os novos suportes das redes sociais voltam a estar em foco, a propósito de uma eventual utilização do Whatsapp por empresas ligadas à candidatura de Jair Bolsonaro, o candidato populista que ficou à frente na primeira volta das eleições brasileiras.

Antonio Lacerda / EPA

O que está em causa?

A difusão por via da aplicação Whatsapp de mensagens em favor da candidatura de Jair Bolsonaro. Segundo conta uma das empresas envolvidas, qualquer usuário precisa de cadastrar-se na plataforma, comprar créditos, indicar quais os números de telefones que vai contactar e informar sobre o conteúdo que vai disseminar.

É proibido?

A legislação sobre esta matéria parece ser ainda muito rudimentar e principalmente demasiado diversa de país para país. Aparentemente, a utilização do Whatsapp não é proibida, desde que isso mesmo esteja explanado no registo contabilístico da campanha.

Como se defendem as empresas envolvidas?

Afirmam que não sabiam que as mensagens que foram contratados para disseminar tinham como conteúdo matéria anti-Partido dos Trabalhadores (PT). E que, por outro lado, não têm que saber.

Quais as consequências políticas para o PT?

Poucas: pode ‘cavalgar’ o acontecimento e pedir, como já fez, uma investigação liderada pela Procuradoria-Geral Eleitoral, que, se avançar, não só não deve ficar pronta até 28 de outubro, data da segunda volta das eleições presidenciais, como não terá grande impacto.

Quais as consequências políticas para Bolsonaro?

Nenhumas. Desde logo porque o candidato à presidência afirmou que quem tomou a iniciativa de usar o Whatsapp não foi ele ou a sua candidatura, mas eventuais apoiantes – que tomaram a iniciativa por moto próprio. Por outro lado, e depois do historial de frases inesperadas que Bolsonaro foi dizendo desde que se tornou candidato à presidência, um caso destes não irá com toda a certeza beliscar a sua vantagem (pelo menos nas sondagens) face ao candidato do PT, Fernando Haddad.

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