Respostas Rápidas: Facebook quer menos publicidade e notícias, o que acontecerá?

Mark Zuckerberg quer corrigir erros no Facebook e este ano vai já dar inicio a alterações na visibildiade de conteúdos de media no Facebook. O CEO anunciou as mudanças esta sexta-feira e o Jornal Económico explica o que muda, com Respostas Rápidas.

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Mark Zuckerberg anunciou esta sexta-feira que o mural do Facebook vai sofrer alterações este ano, com o objetivo de os utilizadores terem mais “interações verdadeiras”. O Jornal Económico explica-lhe, com respostas rápidas, o que deverá acontecer.

O que vai acontecer?

O Facebook vai dar prioridade no feed (mural inicial) a mais publicações que o utilizador tenha como “amigo” e menos aos conteúdos dos meios comunicação, marcas ou empresas. A medida deverá afetar 2.000 mlhões de utilizadores, principalmente as páginas de media.

Em comunicado, a rede social fez saber que a atualização do algoritmo para o feed de notícias vai “prever os posts com que o utilizador quer interagir”. Isto é, publicações que o utlizador habitualmente comenta ou põe “gosto” vão aparecer com maior frequência. Esta alteração irá mostrar “menos conteúdo público, incluídos vídeos e negócios”. Os utilizadores que quiserem continuar a ver conteúdos de páginas públicas terão sempre a opção “ver primeiro”.

Quando acontece?

Este ano. No anúncio que fez na sua página de Facebook, Mark Zuckerberg afirmou que esta mudança é um dos objetivos da sua empresa para 2018, embora a mudança não seja imediata.

As alterações ao feed do Facebook serão implementadas gradualmente, de forma a que os utilizadores não sintam as mudanças. Logo a alteração na forma como o feed funciona, passará por uma mudança de design da rede social.

Na Guatemala, um dos países-teste, as mudanças que a rede social vai implementar não foram muito bem recebidas. Alguns media reportaram que os números de partilhas dos seus conteúdos na redes social diminuíram drasticamente, após registarem uma quebra na visibilidade das respetivas notícas no Facebook.

A mudança é necessária?

Mark Zuckerberg acredita que sim. Após analisar trabalhos académicos, o criador do Facebook concluiu que a rede social só ganha importância quando os utilizadores estão “conectados com pessoas que lhes são próximas” e para isso acontecer será necessário promover essa interação, evitando que os utilizadores vejam nos seus murais publicações públicas de que não tenham recebido uma conexão anteriormente.

A mudança poderá trazer benefícios para a rede social, embora possa representar menor tráfego. Diminuindo a visibilidade e influência de conteúdos de media, que – como aconteceu em 2016 durante a campanha eleitoral dos Estados Unidos – vai evitar a proliferação de notícias falsas e, provavelmente, diminuir as críticas que têm sido feitas por alegadas manipulações nos conteúdos noticiosos presentes na rede social.

Efeitos em bolsa, há?

Claramente. Só na quinta-feira os títulos do Facebook fecharam o Nasdaq a cair 0,06%, para 187,77 dólares. Segundo a “Business Insider“, após o anúncio de Zuckerberg, o valor das ações da rede social caiu cerca de 4% na sessão de compra e venda das cotadas, antes da sessão bolsista ter início.

Ainda assim, a preocupação do criador da rede social é “garantir que os serviços também contribuam para o bem-estar” dos utilizadores.

 

 

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