Resultados dos bancos norte-americanos não surpreendem Wall Street

As bolsas abriram com ganhos, mas é mercado de dívida que está em destaque, depois de os juros das Treasuries a dois anos a ultrapassarem a barreira psicológica dos 2% pela primeira vez desde setembro de 2008.

Crash de 25% em Wall Street
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As principais bolsas norte-americanas abriram esta sexta-feira com ganhos, num dia marcado pela apresentação de resultados de grandes bancos nos Estados Unidos. Os primeiros dados não foram surpreendentes e acabaram por refletir os dados referentes à inflação e vendas do retalho em dezembro, que desta forma condicionaram a abertura de Wall Street.

O índice Dow Jones sobe 0,42% para 25.682,00 pontos, enquanto o financeiro S&P 500 ganha 0,11% para 2.770,54 pontos e o tecnológico Nasdaq avança 0,11% para 7.219,75 pontos.

“Penso que não vamos ver grandes alterações nas ações dos bancos. Ninguém se surpreendeu pelos números”, afirmou o presidente da RDM financial, Ron Weiner, à agência Reuters.

Na abertura, o JPMorgan Chase subia 0,38% depois de reportado lucros acima das expetativas, que beneficiaram das subidas das taxas de juro e do aumento dos empréstimos. O Wells Fargo perdia 1,13% por ter aumentado no último trimestre do ano as despesas com atividade relacionada com empréstimos e vendas.

Além dos resultados, também há dados económicos a marcar o dia. A inflação nos Estados Unidos registou, em dezembro, a maior subida em 11 meses. De acordo com dados do Labor Department publicados esta sexta-feira, o índice de preços no consumidor excluindo emergia e alimentação subiu 0,3% no último mês de 2017, impulsionado pelo setor automóvel, saúde e imobiliário.

A inflação subjacente subiu 1,8% nos doze meses que terminaram em dezembro, um valor que compara com os 1,7% de novembro. A aceleração dos preços ficou, assim, acima do esperado, sendo que os economistas consultados pela agência Reuters apontavam para uma subida mensal de 0,2% e da manutenção dos 1,7% anuais.

“Não me parece que os dados do IPC mudem a nossa impressão sobre a política monetária. Dezembro foi um pouco desapontante em termos de vendas no retalho, que ficaram abaixo das estimativas”, comentou o chefe de estratégia de mercados da B. Riley FBR, Art Hogan. “Mesmo que haja uma reação negativa a estes dados vai ser diluída”.

O mercado de dívida também está em destaque, com os juros das Treasuries a dois anos a ultrapassarem a barreira psicológica dos 2% pela primeira vez desde setembro de 2008. As yields da dívida a 10 anos negoceiam nos 2,56%.

No mercado cambial, o dólar desvaloriza face às pares europeia (0,86% para 0,824 euros) e britânica (0,94% para 0,731 libras). Já contra a divisa japonesa, a moeda norte-americana aprecia-se 0,17% para 111,450 ienes.

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