Retalho dá ímpeto à bolsa de Lisboa

Em contraciclo estão títulos como os da Navigator (-0,65%) e da Corticeira Amorim (-1,38%).

A bolsa portuguesa recuperou das perdas e acordou em terreno positivo, mantendo-se a negociar no ‘verde’ ao longo da manhã desta sexta-feira, dia 7 de dezembro. O principal índice português, PSI 20, soma 0,95%, para 4.863,40 pontos, beneficiando da conjuntura internacional e de subidas como do retalho, com a Jerónimo Martins a crescer 2,34%, para 10,50 euros, e da Sonae, que dispara 3,82%, para 0,84 euros. O ‘cheiro’ da Natal, e a previsão de subida nas vendas das várias cadeiras, traz ânimo a este segmento de atividade.

A Galp Energia avança 0,07%,para 14,28 euros, influenciada pelo segundo dia da reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) – e consequente ligeira descida do preço do petróleo. Hoje países como a Rússia, que não são membros do grupo, têm aval para estar presentes.

Também a EDP e a REN sobem: 1,03%, para 3,05 euros, e 0,25%, para 8,80 euros, respetivamente. Em contraciclo estão títulos como os da Navigator (-0,65%, para 3,68 euros) e da Corticeira Amorim (-1,38%, para 9,27 euros).

“De acordo com os indícios que transpareceram dos participantes da reunião, a OPEP parece concordar com um corte de 1 milhão de barris por dia, que seriam complementados pela diminuição da produção da Rússia. Tal como em ocasiões semelhantes, no seio da OPEP não é difícil chegar a um acordo relativo a reduções da produção de forma a estabilizar os preços”, explica o CaixaBank/BPI Research.

Os analistas consideram, em nota de mercado publicada esta manhã, que “o principal nó a resolver é quota-parte de cada membro para esse esforço”. “Pelos sinais do dia de ontem, o Iraque e o Irão não estariam dispostos a fazer grandes concessões”, acrescentam, no já habitual “Diário de Bolsa”. A cotação do barril de Brent recua 0,18%, para 59,95 dólares, enquanto a cotação do crude WTI perde 0,49%, para 51,24 dólares por barril.

“No final do dia saiu uma notícia no “Wall Street Journal” de que Powell poderá não avançar com tantos aumentos das taxas de juro para 2019, como previsto, sendo possível ficar mesmo só numa subida anual. Os mercados reagiram em alta, tendo o S&P500 reagido em alta no forte suporte dos 2620 pontos”, explica Carla Maia Santos, senior broker da XTB.

A Europa negoceia igualmente otimista. O índice alemão DAX sobe 0,87%, o britânico FTSE 100 soma 1,70%, o francês CAC 40 valoriza 1,48%, o italiano FTSE MIB sobe 1,04%, o espanhol IBEX 35 cresce 1,15% e o holandês AEX avança 1,5o%. O Euro Stoxx sobe 1,28%. “Hoje o mercado aguarda a apresentação dos dados do emprego norte-americano. A economia norte-americana encontra-se em pleno emprego e os investidores preferem averiguar a evolução dos salários, pois é um indicador que tem impacto na inflação e consequentemente nas taxas de juro”, diz Carla.

Quanto ao mercado cambial, nota para a depreciação de 0,09% do euro face ao dólar (1,1368) e para a desvalorização de 0,13% da libra perante a divisa dos Estados Unidos (1,2768).

Notícia atualizada às 10h25

Ler mais
Relacionadas

Wall Street arranca em baixa com queda do petróleo

Os principais índices da bolsa de Nova Iorque estão a cair cerca de 1,40%.

Maré ‘vermelha’ na Europa não poupa PSI20

Principal causa para a correção de hoje da bolsa nacional esteve relacionada com a debilidade da Altri.
Recomendadas

Centeno confirma que Portugal já pagou a totalidade do empréstimo ao FMI

A medida tinha sido anunciada por António Costa, a 29 de novembro, como “um virar de página”. Em conferência de imprensa est segund-feira, Centeno explicou que a poupança obtida através do pagamento antecipado foi de 100 milhões de euros.

Adiamento da votação do Brexit arrasta bolsas europeias

Na bolsa portuguesa o PSI 20 caiu 1% para 4.788,3 pontos, arrastado sobretudo pelas quedas das papeleiras e da Mota-Engil.

Lucro do Sistema de Indemnização aos Investidores cai 152% para 864 mil euros

O resultado líquido caiu em 2017, mas os ativos do fundo subiram 5,5%. “No balanço, destacam-se, no ativo, os meios financeiros líquidos, que totalizavam 11.480.988 euros (11,5 milhões), acima dos 10.939.010 euros (10,9 milhões) em 2016”, lê-se no relatório e contas publicado pela CMVM.
Comentários