“Robots assassinos” podem iniciar “acidentalmente” uma guerra

Ao contrário dos drones, que são controlados por pessoas especializadas, tendencialmente militares, os robots que estão agora a ser desenvolvidos irão atuar de forma completamente autónoma, alerta antiga engenheira da Google.

A nova geração de robots guiados por inteligência artificial poderá vir a ser uma das maiores preocupações para a paz mundial. Quem o diz é a engenheira Laura Nolan, ex-funcionária da Google, que se demitiu depois de ter sido colocada a trabalhar num projeto em que o principal propósito era melhorar a tecnologia militar dos drones e outros aparelhos semelhantes. Nolan apela para que este tipo de tecnologia sem controlo direto humano seja banida, segundo o The Guardian.

Laura Nolan, engenheira informática de profissão, alertou as Nações Unidas, para os perigos que este tipo de tecnologias representa, em especial quando se trata de maquinaria “conduzida” através de inteligência artificial e com muito pouca experiência de análise.

Ao contrário dos drones, que são controlados por pessoas especializadas, tendencialmente militares, os robots que estão agora a ser desenvolvidos irão atuar de forma completamente autónoma. Ainda que a “experiência” necessária para completar determinadas missões seja limitada, Nolan avisa que o uso destas máquinas “poderá originar acidentes de escalas dramáticas, para os quais não estamos preparados”, em declarações ao The Guardian.

Uma das principais preocupações reveladas pela engenheira, prende-se com um dos pedidos efetuado pelo departamento de defesa dos Estados Unidos que, com o objetivo de acelerar o desenvolvimento desta tecnologia, pediu que fosse criado um sistema de inteligência artificial capaz de avaliar imagens e diferenciar automaticamente pessoas de objetos, a um ritmo muito superior ao atual, que por sua vez é feito por militares especializados e que, naturalmente, demora mais tempo.

Outro problema que se parece impor com uso desta tecnologia, diz respeito aos testes que têm de ser feitos para confirmar o uso “controlado” destas máquinas. Segundo Nolan, a única maneira destes robots serem testados é “enviá-los para campos de batalha, como poderá já estar a acontecer na Síria pelas mãos do exército russo”. Sublinha ainda que a Rússia se recusou a assinar um tratado que limitava o uso deste tipo de tecnologia, e que “têm feito campanha para nem sequer se discutir este assunto”.

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