Rubina Leal acusa Cafôfo de “prepotência e irresponsabilidade” relativamente a contracto programa com o Monte

Em causa está qual será a identidade que vai assumir a gestão de um arruamento que faz parte do Parque Leite Monteiro.

A vereadora do PSD na Câmara do Funchal, Rubina Leal, acusou o presidente da autarquia, Paulo Cafôfo, de ser prepotente e irresponsável relativamente ao contrato-programa que ainda não foi estabelecido com a Junta de Freguesia do Monte.

Rubina Leal diz ainda que Cafôfo de alguma forma “até tenta fazer chantagem” com a presidente da Junta do Monte dizendo que “ou aceita o arruamento que faz parte do Parque Leite Monteiro ou não fica com os caminhos e a limpeza e manutenção da freguesia”.

“A presidente da junta já assumiu que aquele caminho, que no passado fazia parte do contracto programa, mas que essa manutenção nunca foi feita e como tal tentou negociar com a Câmara no sentido de não ficar com aquele arruamento”, esclarece Rubina Leal.

A social democrata afirma que “não consegue perceber” qual é a estratégia da autarquia para o Parque Leite Monteiro e o que a Câmara Municipal “pretende para a requalificação no Largo da Fonte”.

“A gestão do parque é da Câmara do Funchal”, defende.

Dos contactos que o PSD tem feito com a população Rubina Leal diz “que não há segurança das pessoas e dos comerciantes” e ainda que as pessoas “desconhecem as intervenções que estão a ser feitas”.

“Desde 2016 foi anunciado mais de 500 mil euros para a requalificação do parque mas neste momento não sabemos quais as intenções neste espaço”.

A Ponte Nova foi também alvo de críticas por parte da vereadora do PSD na autarquia.

“Lamentamos que a Camâra não esteja de boa fé quando não levanta o embargo ao Governo Regional na Ponte Nova”. Rubina Leal realça que “o Governo Regional tem um projeto e a Câmara tem outro projecto que parecem ser coincidentes” para a requalificação da ponte.

“Temos uma obra parada que traz grande constrangimentos à população, para os comerciantes da zona, e que está num estado inaceitável. E tudo poderia ser resolvido se o embargo fosse levantado e se existisse boa vontade da Câmara em resolver o assunto. Isso não acontece”, critica.