Ryanair. Deco considera ‘ilegal’ a cobrança de quatro euros para ‘check-in’ antecipado

A eventual cobrança pela Ryanair de 4 euros aos passageiros com voos marcados para hoje e quinta-feira que tiveram de fazer ‘check in’ antecipado “é ilegal”, alerta a Deco.

A eventual cobrança pela Ryanair de quatro euros aos passageiros com voos marcados para hoje e quinta-feira e que, por indisponibilidade dos serviços ‘online’ da companhia, tiveram de fazer ‘check in’ antecipado “é ilegal”, alerta a Deco.

De acordo com a Associação de Defesa do consumidor, que vai “denunciar a situação” junto da Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC), os passageiros nestas condições a quem tiver sido cobrado pelo ‘check in’ devem reclamar junto da Ryanair e reportar o sucedido através da plataforma ‘Queixas dos Transportes’ da Deco.

A agência Lusa tentou obter esclarecimentos junto da Ryanair, mas tal não foi possível até ao momento.

Em causa está o anúncio feito na passada segunda-feira, 5 de outubro, pela companhia aérea de baixo custo de que os seus serviços de reserva e ‘check-in online’ estarão indisponíveis durante um período de 12 horas, entre as 17:00 de hoje e as 05:00 de quinta-feira, para uma “atualização de sistema”.

No comunicado então divulgado, a Ryanair diz ter contactado nesse dia “todos os passageiros com viagens marcadas para quarta-feira, dia 07, e quinta-feira, dia 08 de novembro, por ‘e-mail’ e por SMS [mensagem de texto para o telemóvel], aconselhando-os a efetuaram o ‘check in online’ para os seus voos na terça-feira, dia 06 de novembro, antes do referido encerramento”.

Contudo, segundo a Deco, “para fazer o ‘check-in’ antecipadamente o consumidor pode ser surpreendido com o pagamento de quatro euros pela escolha de lugar, a única possibilidade disponível para dar seguimento ao ‘check-in’ naquele momento”.

“Na comunicação que a Ryanair enviou aos passageiros a companhia alerta para a necessidade de fazer o ‘check-in online’, sem concretizar a razão da urgência, e indica que o serviço estará indisponível temporariamente”, refere a associação, acrescentando que “os passageiros são apenas informados de que o ‘check-in’ no aeroporto implica o pagamento de 55 euros”.

Para a Deco, “trata-se de mais uma política inaceitável” da Ryanair, que “penaliza os passageiros, apesar de o constrangimento ser da responsabilidade da companhia”.

“A situação impõe informação individualizada e o ‘check-in’ sem custos associados. Se tiver problemas e se lhe cobrarem pelo ‘check-in’, reclame junto da Ryanair e peça a nossa ajuda através da plataforma Queixas dos Transportes”, remata a associação de defesa do consumidor.

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