Seguradora do Novo Banco passa de lucros a prejuízos de 53,6 milhões em 2018

Os prejuízos consolidados de 53,6 milhões comparam com um lucro de 8,6 milhões em 2017. Recorde-se que em setembro do ano passado o Novo Banco chegou a acordo com a Bankers Insurance para vender a GNB Vida. O closing está à espera das autorizações dos reguladores.

Rafael Marchante/Reuters

O resultado consolidado da seguradora do Novo Banco, GNB Vida, em 2018 foi negativo em 53,6 milhões de euros. Em termos individuais a companhia de seguros que está em processo de venda teve prejuízos de 56,4 milhões. A diferença positiva entre os resultados consolidados e os resultados individuais é de 2,8 milhões e deve-se à valorização d imóveis de um dos fundos detidos pela seguradora.

Os prejuízos consolidados de 53,6 milhões comparam com um lucro de 8,6 milhões em 2017.

Em termos individuais o resultado negativos de 56,4 milhões representa uma redução de 61,9 milhões face ao ano anterior.

Os dois principais efeitos que influenciaram negativamente este resultado foram as perdas registadas em fundos de investimento imobiliário no valor de 20 milhões nas contas individuais; e de 23,6 milhões nas contas consolidadas.

A seguradora explica que “fruto do contrato de venda da Companhia está previsto no momento da concretização da transação, a venda dos fundos imobiliários geridos pela GNB (Grupo Novo Banco) ao Novo Banco. Ora apesar dessa venda não gerar mais-valias adicionais para a companhia de seguros “dará origem ao reconhecimento das perdas fiscais que apenas são tributadas no momento da alienação, perdas essas que de acordo com as projeções de resultados da companhia não serão 100% aproveitadas para diminuição de lucros fiscais futuros” diz o comunicado.

Recorde-se que em setembro do ano passado o Novo Banco chegou a acordo com a Bankers Insurance para vender a GNB Vida. A operação foi fechada por 190 milhões de euros, valor sujeito a ajustamentos em função da evolução da atividade da companhia até à data do closing. As duas partes estabeleceram ainda um acordo de parceria por 20 anos, período durante o qual o banco vai continuar a distribuir produtos do GNB Vida em Portugal. Falta a luz verde da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundo de Pensões (ASF) para que a operação se concretize.

O volume de negócios da GNB Vida em 2018 ascendeu a 371 milhões, o que corresponde a um acréscimo de 148,5% em relação ao ano anterior, o que corresponde a um acréscimo de 148,5% em relação ao ano anterior. Para esta subida contribuíram o aumento da produção de seguros PPR, no valor de 167,9 milhões, e o aumento da produção de seguros de capitalização no valor de cerca de 53,8 milhões de euros.

As provisões matemáticas dos produtos de capitalização apresentam um redução de cerca de 3,2% face ao ano anterior, ou um decréscimo líquido de aproximadamente de 78,6 milhões. Esta evolução está relacionada com “o volume de vencimentos ocorridos neste tipo de produtos ser superior ao volume de produção”, diz o comunicado.

A GNB Vida fechou o primeiro semestre de 2018 na sexta posição no mercado do ramo Vida com uma quota de mercado de prémios de 4,4% (2,3% em junho de 2017).

 

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