“Serviços mínimos vão ser impugnados. Este é o maior ataque ao direito à greve”, acusa SIMM

“Depois de estudar o despacho dos serviços mínimos”, realçou Anacleto Rodrigues, porta-voz do SIMM, ao Jornal Económico, “concluímos que o Governo acaba de perpetrar o maior ataque ao direito dos trabalhadores, nomeadamente o direito à greve”.

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Carlos Barroso/Lusa

Os representantes do Sindicato Independente de Motoristas de Mercadorias reagiram ao Jornal Económico à declaração de serviços mínimos por parte do Governo, tendo em conta a greve que devera ter início a partir da próxima segunda-feira, dia 12 de agosto.

“Depois de estudar o despacho dos serviços mínimos”, realçou Anacleto Rodrigues, porta-voz do SIMM, ao Jornal Económico, “concluímos que o Governo acaba de perpetrar o maior ataque ao direito dos trabalhadores, nomeadamente o direito à greve”.

Como reação a este anúncio do Governo, que decretou serviços mínimos com percentagens compreendidas entre os 50% e os 100%, este porta-voz realçou que esta organização está a “estudar como formular a impugnação dos serviços mínimos” e que “a impugnação é certa”.

Sobre os valores associados aos serviços mínimos anunciados, que vão de 50% e 100%, Anacleto Rodrigues qualificou como “inadmissível” o facto de “se fazer de um dia de greve um dia normal de trabalho”.

Serviços mínimos: dos 50% aos 100%

O Governo decretou hoje serviços mínimos entre 50% e 100% para a greve dos motoristas de mercadorias que se inicia no dia 12 por tempo indeterminado, anunciou o ministro do Trabalho, Vieira da Silva.

Os serviços mínimos serão de 100% para abastecimento destinado à REPA – Rede de Emergência de Postos de Abastecimento, portos, aeroportos e aeródromos que sirvam de base a serviços prioritários.

O Governo decretou ainda serviços mínimos de 100% para abastecimento de combustíveis para instalações militares, serviços de proteção civil, bombeiros e forças de segurança.

Para abastecimento de combustíveis destinados a abastecimento dos transportes públicos foram decretados serviços mínimos de 75%.

Já nos postos de abastecimento para clientes finais, os serviços mínimos são de 50%.

 

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