Sete bancos criam consórcio para transformar financiamento comercial

Santander, BNP Paribas, Citi, Deutsche Bank, HSBC, Standard Chartered e ANZ vão desenvolver uma “Trade Information Network”.

Os bancos Santander, BNP Paribas, Citi, Deutsche Bank, HSBC, Standard Chartered e ANZ anunciaram a criação de uma rede de informação comercial digital destinada a bancos e empresas – a “Trade Information Network” –, que começarão a desenvolver no final do ano.

Os sete bancos que assinaram o memorando comprometeram-se a desenvolver este projeto-piloto, cujo principal objetivo é responder “à procura insatisfeita de financiamento no comércio na cadeia logística” e permitir que as organizações “troquem informação com os seus bancos de forma fácil e segura”, reduzindo os riscos de crédito.

Os membros deste consórcio referem, em comunicado conjunto, que esta rede de informações comerciais é a primeira rede multibancária e multiempresarial global relacionada com o financiamento comercial. Os sete bancos acreditam que possa ajudar a evitari informações fraudulentas no setor bancário. A rede para transformar o trade finance – desenvolvida com o apoio da consultora de Tecnologia da Informação CGI – será oficialmente apresentada na conferência SIBOS, em Sidney, na Austrália, mas só deverá estar operacional no terceiro trimestre de 2019.

“Além dos bancos fundadores, mais de 20 outros bancos de todo o mundo estão a participar ativamente no desenvolvimento desta rede – e várias empresas já manifestaram interesse em participar em projetos-pilotos”, refere a nota assinada pelo Santander, BNP Paribas, Citi, Deutsche Bank, HSBC, Standard Chartered e ANZ.

Como é que a rede prevê beneficiar empresas?

  • Poderão enviar e verificar ordens de compra e faturas para pedir financiamento comercial dos bancos à sua escolha
  • Utilizarão um processo de registo único, que permitirá a conexão com todos os bancos da Trade Information Network
  • Ajudar as PME, que “tradicionalmente têm dificuldades a aceder a financiamento comercial”

E bancos?

  • Avaliar melhor os riscos e impedir informações que originam burlas
  • Disponibilizar financiamento comercial mais cedo na cadeia logística
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