Sete empresas apresentaram propostas para remover navio encalhado nos Açores

As propostas agora apresentadas sugerem duas soluções distintas para a remoção do navio, pertencente à empresa pública Atlânticoline, uma das quais passa por retirar o barco inteiro do local, via marítima, ao passo que a outra sugere o seu desmantelamento para terra.

O navio "Mestre Simão", que fazia a ligação entre Faial e Pico, nos Açores, encalhou junto ao porto da Vila, disse à Lusa o presidente da Câmara Municipal da Madalena, referindo que os passageiros estão a ser retirados, 06 de janeiro de 2018. LINO BORGES/LUSA

Sete empresas apresentaram propostas para a remoção do navio “Mestre Simão”, que encalhou no início de janeiro no porto da Madalena do Pico, anunciou hoje o capitão do porto da Horta, Rafael da Silva.

“Tivemos a informação de que foram apresentadas sete propostas”, assegurou o responsável pela autoridade marítima, acrescentando que o grupo de seguradoras que está a acompanhar o processo vai agora avaliá-las “tendo em mente a exequibilidade dos planos”, sem, no entanto, “descurar os aspetos financeiros”.

Segundo explicou, esse prazo de avaliação poderá demorar “entre uma a duas semanas”, seguindo-se a apresentação final de um ou mais planos de remoção do navio “Mestre Simão”, que assegurava o transporte de passageiros e viaturas entre as ilhas do Triângulo (Faial, Pico e São Jorge).

As propostas agora apresentadas sugerem duas soluções distintas para a remoção do navio, pertencente à empresa pública Atlânticoline, uma das quais passa por retirar o barco inteiro do local, via marítima, ao passo que a outra sugere o seu desmantelamento para terra.

“As soluções passam, por um lado, por fazer chegar ao navio uma plataforma, equipada com uma grua com capacidade para levantar o navio e depois colocá-lo numa barcaça e removê-lo para outro local”, adiantou Rafael da Silva, acrescentando que a outra hipótese é “fazer um aterro junto à orla costeira e proceder ao desmancho progressivo do navio para terra”.

De acordo com as informações recolhidas pela autoridade marítima, as propostas de remoção do navio apontam para que os trabalhos demorem “entre três a cinco meses”, devendo estar concluídas, em qualquer dos casos, no início do verão.

Recorde-se que navio “Mestre Simão”, construído em 2013 nos “Astilleros Armon”, em Espanha, tem 40 metros de comprimento e encalhou a 06 de janeiro no porto da Madalena, ilha do Pico, devido à forte ondulação que se fazia sentir na altura.

Todos os passageiros e tripulantes, num total de perto de 70 pessoas, saíram ilesos do acidente.