Sinal misto em Wall Street com o Nasdaq a estragar o ramalhete

A banca dominou Wall Street. No Dow Jones, o setor financeiro liderou os avanços: JPMorgan (+ 2,9%); Goldman Sachs (+ 2,92%); o Citigroup valorizou 3,31%, e o Bank of America que ganhou 2,58%.

Wall Street fecha nesta quarta-feira com um sinal misto, com leves quedas no índice Nasdaq (-0,08% para 7.950 pontos). Em contrapartida, o Dow Jones (+ 0,61% para 26.405,76 pontos) e S&P 500 (+ 0,13% para 2.907,9 pontos).

Esta foi a reação dos investidores depois de saberem com o que contam na questão das tarifas comerciais entre os EUA e China. Os EUA avançaram com 10% dos impostos às importações chinesas e logo de seguida a China retalia nos mesmos 10% – mas num valor bruto inferior porque as importações da China aos Estados Unidos são inferiores às importações dos EUA à China. Os EUA importam muito mais.

Hoje, o primeiro-ministro chinês rejeitou a ideia que a China use a moeda como arma comercial.

Nos destaques empresariais temos o Departamento de Justiça norte-americano que colocou a Tesla sob investigação pelo tweet de Elon Musk no dia 7 agosto ao dizer que tinha assegurado financiamento para a retirar a empresa de bolsa.

As ações da Alibaba (+3,77%) destacaram-se entre os vencedores do dia após anunciar que fabricará seus próprios microchips.

Ainda no Dow Jones, o setor financeiro liderou os avanços: JPMorgan (+ 2,9%) e Goldman Sachs (+ 2,92%) foram os títulos que mais subiram. Em contraste, Verizon (-1,65%), Microsoft (-1,3%) e Nike (-1%) lideraram as quedas.

A banca teve ainda outras estrelas. O Citigroup valorizou 3,31%, o Bank of America ganhou 2,58%; e o Wells Fargo (+1,34%).

No outro lado da moeda, a Amazon teve uma queda de 0,75%, a Microsoft (-1,33%) e a Netflix (-0,19%%) afetaram o Nasdaq.

No mercado de commodities, o barril de West Texas, referência nos EUA, sobe cerca de 1,9% para 71,17 dólares. No mercado de moedas, o euro valorizou 0,07% em relação ao dólar, para 1,1675 dólares.

Em termos macroeconómicos, ao nível das licenças de construção nos EUA, as casas em início de construção aumentaram 9,4% em agosto face a igual período de 2017. Face ao mês antecedente registou-se uma subida de 9,2%, que não é comparável com os 5,7% estimados devido à revisão da base de julho.

Já as licenças de construção tiveram uma queda homóloga de 5,5% em agosto, a mais acentuada desde junho de 2016. Em termos sequenciais registou-se uma queda de 5,7%, quando se antecipava uma subida de 0,5%.
Em termos de números agregados nas duas rubricas verificamos que ficaram ligeiramente aquém do esperado, tendo ainda havido revisão em baixa dos dados de julho.

“Isto significa algum arrefecimento no imobiliário dos EUA, que até é expectável face ao ciclo de subida das taxas de juro”, dizem os analistas.

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