Sindicatos independentes de professores admitem recorrer à greve

Seis estruturas sindicais independentes pediram uma reunião de urgência ao ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, de quem querem obter esclarecimentos e compromissos. Admitem tomar outras medidas.

ASPL, PRÓ-ORDEM, SEPLEU, SIPE, SIPPEB e SPLIU, seis estruturas sindicais independentes representativas de educadores e professores solicitaram uma reunião de urgência ao ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues.

“Os Sindicatos Independentes esperam reunir com o Sr. Ministro a curtíssimo prazo para obterem as necessárias respostas, esclarecimentos e compromissos em relação aos assuntos em apreço, sob pena de terem de ponderar outras formas de luta, entre as quais, o recurso à greve”, explicam os sindicatos em comunicado enviado às redações.

Esta posição surge após uma reunião realizada no passado dia 25 em que os sindicatos avaliaram as políticas educativas do governo. Os sindicatos vincam a necessidade de “um enquadramento motivador suficientemente forte, com condições de trabalho favoráveis à sua prática profissional e um conjunto de incentivos diversificados”.

Apesar dos sinais de diálogo dados por Tiago Brandão Rodrigues, o comportamento institucional “não tem tido a correspondência desejada na abordagem, discussão e resolução de importantes problemas na Educação em geral, e das condições de trabalho dos professores, em particular”, dizem os sindicatos.

Assuntos que sindicatos querem discutir com o ministro da Educação:

  • Organização do ano letivo 2017/2018 – condições e horários de trabalho;
  • Descongelamento da Carreira Docente em janeiro de 2018 – procedimentos em curso, efetividade e operacionalização da medida;
  • Regime Especial de Aposentação a curto prazo, como medida de rejuvenescimento da classe docente e de promoção da modernização educativa;
  • Combate à precariedade docente vs vinculação extraordinária no futuro próximo;
  • Revisão do modelo de Administração e Gestão Escolar.
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