Síria: Rublo russo e petróleo aliviam da pressão geopolítica

Enquanto as ações não têm sofrido grandes choques devido à tensão geopolítica, não se pode dizer o mesmo dos mercados petrolífero e cambial. Os bombardeamentos deste sábado acabaram por ser menos maus que o esperado para os mercados e o petróleo e rublo russo aliviam.

A tensão gepolítica que se vive desde o alegado ataque químico levado a cabo pelo regime de Bashar al-Assad na Síria não tem tido um forte impacto nos mercados financeiros, tendo sido limitado a picos temporários de volatilidade ou pressão. Os mercados cambial e petrolífero não têm, no entanto, beneficiado da mesma imunidade.

“A situação geopolítica fez disparar os preços dos produtos de base, arrastando nessa subida as moedas dos países exportadores das ditas matérias-primas”, explicou uma análise da fintech de câmbio, Ebury.

O crude WTI negoceia em Nova Iorque a cair 1,28% para 66,50 dólares por barril, a aliviar do ganho acumulado de 4,74% desde a data do evento originário das tensões, 7 de abril. O Brent perde 1,32% para 71,75 dólares por barril em Londres, mas ainda contabiliza uma valorização de 4,96%.

“No G10, isto traduziu-se em ganhos para os dólares australiano, canadiano e neozelandês. No entanto, os dois maiores movimentos da semana pertenceram ao Peso colombiano, que beneficiou da subida abrupta do preço do petróleo, impulsionada pelas tensões entre os EUA e a Rússia, e à moeda russa, que perdeu quase 7% com o anúncio de sanções mais duras do que se previa por parte dos EUA”.

A divisa russo negoceia esta segunda-feira a valorizar 0,18% nos 62,14 rublos russos por dólar, a corrigir das últimas sessões em queda. No entanto, ainda longe dos 58,15 em cotava no dia antes do alegado uso de armas químicas que espoletou os bombardeamentos pelos EUA, França e Reino Unido à Síria, na madrugada deste sábado.

A Rússia, o principal país aliado da Síria, condenou os ataques, mas a reação está a ser relativamente moderada. Assim, a Ebury refere que espera “uma semana relativamente tranquila, pelo que serão os acontecimentos geopolíticos a dominar os mercados cambiais”.