O sistema de recrutamento da Amazon foi avaliado por especialistas que concluíram que este era parcial relativamente ao recrutamento de mulheres para a empresa, noticiou a ”Reuters”. O sistema, que foi construído em 2014, revia os currículos dos candidatos para a vaga em questão com o objetivo de otimizar e facilitar recrutamentos.
O sistema, segundo a notícia, utilizou inteligência artificial para dar aos candidatos pontuações que variam entre uma a cinco estrelas, o mesmo sistema de pontuação que os compradores usam para classificar os produtos na Amazon.
A agência cita fontes próximas do processo do recrutamento da empresa, que afirmam que “eles literalmente queriam que fosse um motor onde se submetiam 100 currículos, a máquina cuspia os cinco primeiros e esses eram contratados”.
No entanto, em 2015, a empresa percebeu que o sistema filtrava os candidatos com base no género. Os computadores foram desenhados para examinar os candidatos e observar padrões nos currículos de modo a facilitar a escolha. A maioria eram de homens, logo o sistema da Amazon dava preferência aos candidatos de sexo masculino e penalizava palavras relacionadas com ”mulheres”.
A multinacional norte-americana alterou os programas para torná-los neutros para esses termos específicos, mas isso não era garantia de que as máquinas não inventariam outras maneiras de classificar candidatos de formas discriminatórias, citou a ”Reuters”.
A empresa de Seattle acabou com a equipa no início do ano passado pois os executivos perderam a esperança pelo projeto.
A Amazon recusou-se a comentar sobre o mecanismo de recrutamento ou seus desafios, mas a empresa afirma estar comprometida com a diversidade e a igualdade no local de trabalho.
