Só 15% dos cargos de liderança nas cotadas de Espanha são ocupados por mulheres

O número revela ser mais baixo que a quantidade de mulheres em cargos de conselhos de administração das mesmas empresas, que, no ano passado, registava 18,9%.

Apenas 14,8% dos cargos de gerência nas cotadas da bolsa espanhola são ocupados por mulheres, um valor que se traduz em 156 mulheres no total. O número revela ser mais baixo do que a quantidade de mulheres em cargos de conselhos de administração das mesmas empresas, que, no ano passado, registava 18,9%. Os dados foram divulgados pela Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV), esta sexta feira, 19 de outubro, e divulgados pela imprensa local.

Segundo o regulador do mercado espanhol, os valores ainda estão longe da meta estabelecida em 2020, pelo ‘Código de Boa Governança’ que recomendava que pelo menos 30% dos cargos na administração fossem ocupados por mulheres.

A diferença de género é muito maior entre as empresas que faturam menos de 500 milhões de euros, pois a presença de mulheres em cargos de liderança limita-se a 12,9%. Nas empresas do índice espanhol Ibex 50, a percentagem é ligeiramente superior (14,3%). ACS, BBVA, Grifols, Naturgy e Sacyr têm menos de 10%. A Colonial e a Red Eléctrica foram as empresas destacadas que tiveram os valores mais altos des presenças femininas na equipa, registando uma igualdade total.

O Código de Boa Governança recomenda que as 35 empresas cotadas promovam iniciativas que favoreçam a incorporação de mulheres nos conselhos de administração, para que estas ganhem terreno gradualmente até 2020, cujo objetivo é de 30%. Hoje esses valores são apenas atingidos por nove das empresas da bolsa de Madrid: Siemens Gamesa, Abertis, Santander, Iberdrola, Merlin, Red Eléctrica Corporación, Grifols, Bankinter e Dia.

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