Sócrates gastou mais de 45 mil euros por mês em Paris em 2012 (com áudio)

Os quase 545 mil euros de despesa tiveram lugar no ano em que estudou ciência política na universidade Sciences Po, tendo se deslocado a Portugal com frequência durante esse ano e sem trabalhar, revela hoje o “Correio da Manhã”.

José Sócrates gastou mais de 45 mil euros por mês durante o ano que viveu em Paris em 2012, revela hoje o Correio da Manhã, citando a acusação do Ministério Público.

“Ao longo do ano de 2012, o arguido José Sócrates despendeu um total de 544.865 euros, contando apenas com as quantias que passaram pela sua conta junto da CGD e com as quantias que o arguido Carlos Santos Silva lhe entregou em numerário”, segundo o MP citado pelo CM.

Os quase 545 mil euros de despesa tiveram lugar no ano em que estudou ciência política na universidade Sciences Po, tendo se deslocado a Portugal com frequência durante esse ano e sem trabalhar, destaca o jornal diário.

O ex-primeiro-ministro José Sócrates e os outros 27 arguidos da Operação Marquês sabem hoje se vão a julgamento e por que crimes serão pronunciados.

Seis anos após ter sido detido no aeroporto de Lisboa, José Sócrates, de 63 anos, pode tornar-se no primeiro ex-chefe de Governo português a ser julgado por corrupção passiva de titular de cargo político e outros crimes, após o Ministério Público o ter acusado de 31 ilícitos.

Além de Sócrates, no processo estão também outras figuras públicas, como o ex-presidente do BES Ricardo Salgado, o antigo ministro socialista e ex-administrador da CGD Armando Vara, os ex-líderes da PT Zeinal Bava e Henrique Granadeiro, o empresário Helder Bataglia e Carlos Santos Silva, alegado testa-de-ferro do ex-primeiro-ministro e seu amigo de longa data.

No processo estão em causa 189 crimes económico-financeiros, sustentando a acusação que José Sócrates recebeu cerca de 34 milhões de euros, entre 2005 e 2015, a troco de favorecimentos a interesses de Ricardo Salgado no Grupo Espírito Santo (GES) e na PT, bem como para garantir a concessão de financiamento da Caixa Geral de Depósitos ao empreendimento turístico Vale do Lobo, no Algarve, e por favorecer negócios, nomeadamente fora do país, do Grupo Lena.

O MP argumenta, por exemplo, que o ex-governante recebeu 21 milhões de euros do grupo GES/Ricardo Salgado e mais 2,5 milhões do seu amigo de longa data e arguido, o empresário Carlos Santos Silva, e três milhões dos negócios do grupo Lena em Angola, entre outras verbas, que perfazem 34,1 milhões de euros.

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