Grupo Sonae arrasta PSI 20 para o vermelho

PSI 20 perde 0,32%, para 5.624,22 pontos, em linha com as principais congéneres europeias.

REUTERS/Benoit Tessier

O principal índice bolsista português, PSI 20, perde 0,32%, para 5.624,22 pontos, em linha com as principais congéneres europeias. Em Lisboa, as cotadas do grupo Sonae lideram as perdas, após a divulgação dos lucros da Sonae Sierra, para o primeiro semestre do ano, que caíram 8%. A Sonae Capital perde 1,13%, para 0,87 euros, e a Sonae cai 0,80%, para 0,99 euros.

A Sonae Sierra, participada que gere centros comerciais, fechou os primeiros seis meses deste exercício com lucros de 58,9 milhões de euros, menos 5,3 milhões do que no mesmo período do ano passado. Um decréscimo que se deveu sobretudo à quebra de 24% no resultado indireto.

A Galp Energia que perde 0,93%, para 17,56 euros, também contribui para as perdas do PSI 20. A empresa liderada por Carlos Gomes da Silva está a ser prejudicada pelo mercado petrolífero. Em Londres, o Brent soma 0,10%, para os 72,14 dólares, e, em Nova Iorque, o WTI avança 0,07%, para 66,86 dólares.

Os títulos da Mota-Engil e Navigator fecham o top5 das cotadas que mais perdem na bolsa nacional.

Em contraciclo, destaque para os títulos do BCP, que soma 0,19%, para 0,26 euros, num dia em que o “Finanial Times” indicou que o Banco Central Europeu estará preocupado com a exposição dos bancos BBVA, UniCredit e BNP Paribas. “A banca está hoje no foco dos investidores”, sintetiza o Mtrader do Millennium BCP, Ramiro Loureiro.

Entre as principais praças europeias o sentimento é pessimista. O alemão DAX afunda 1,58%, o britânico FTSE 100 perde 0,65%, o francês CAC 40 desvaloriza 1,11%, o holandês AEX recua 1,06%, o espanhol IBEX 35 cai 0,98% e o italiano FTSE MIB cai 1,32%.

O conflito entre EUA e China, as sanções de Trump à Rússia e a instabilidade da economia turca travam o optimismo nos mercados.  “Os investidores estão de olho no que Erdogan tem a dizer sobre a relação com os EUA”, alerta o analista.

No mercado cambial, o euro desvaloriza 0,56% face à moeda norte-americana, para 1,14 dólares.

“O euro também deprecia fortemente face ao dólar para níveis abaixo dos 1,15 dólares”, conclui Ramiro Loureiro.

 

[Dados das 10h23]