Sporting critica banca por não promover empréstimo obrigacionista

Francisco Salgado Zenha, vice-presidente e administrador da Sporting SAD, acusa a banca por não estar a apoiar a venda das obrigações da SAD sportinguista.

Rodrigo Antunes/Lusa

O vice-presidente e administrador da Sporting SAD, Francisco Salgado Zenha, acusa a Caixa Geral de Depósitos,  o Banco Comercial Português e o Novo Banco de não estarem a apoiar a venda da emissão obrigacionista da SAD sportinguista, colocada no mercado esta segunda-feira, 12 de novembro. Em declarações à TSF, Salgado Zenha diz que o clube está a comercializar o empréstimo obrigacionista “sozinho”.

Na entrevista, Salgado Zenha referiu que a taxa de juro de 5,25% – mais elevada do que as pagas por Porto e Benfica nas últimas emissões que fizeram – representa “uma compensação aos investidores, depois de uns meses com alguma turbulência no clube”.

Esclareceu, também, que o objetivo da operação financeira é angariar 30 milhões de euros e que “nunca esteve no horizonte atingir os valores de que se falam, na ordem dos 60 milhões [de euros]”.

No prospeto do empréstimo obrigacionista, a Sporting SAD referiu que existia “um desiquilíbrio financeiro e económico, sendo o passivo corrente superior ao ativo corrente em cerca de 137 milhões de euros”.

O vice-presidente da Sporting SAD pediu aos sportinguistas para “estarem atentos” porque os valores do empréstimo obrigacionista poderão não permitir um maior investimento do clube.

Ao Jornal Económico, o administrador disse que, “do ponto de vista financeiro, não vi nenhum buraco [nas contas da SAD do Sporting] desde que entrámos”.

Miguel Maya, presidente do Millenium bcp, explicou ao Jornal Económico, há uma semana, que nåo iria haver “nenhum incentivo” por parte da rede de balcões para comercializar as obrigações da Sporting SAD, à semelhança do que sucedeu com os empréstimos obrigacionistas colocados pelas SADs do Sport Lisboa e Benfica e do Futebol Clube do Porto.

O BCP integra o sindicato bancário de colocação da emissão de obrigações do Sporting, a par com a Caixa Geral de Depósitos, o Novo Banca, a Caixa Económica Montepio Geral, o Activo Bank, o Banco Best e o Banco Carregosa.

 

Ler mais
Relacionadas

Sporting assume desequilíbrio financeiro de 137 milhões euros

No prospecto, a Sporting SAD refere que “existe um desequilíbrio financeiro e económico, sendo o passivo corrente superior ao ativo corrente em cerca de 137 milhões de euros”, com referência a 30 de setembro de 2018.

BCP e Novo Banco disponíveis para renegociar “obrigações pecuniárias” do Sporting que somam 40,4 milhões

No prospeto da emissão de dívida é dito que o Millennium bcp e o Novo Banco encontram-se disponíveis para renegociar “os termos do Acordo Quadro”, tendo concedido, em novembro de 2018, um waiver (renúncia temporária) até final do ano para regularização das obrigações pecuniárias e não pecuniárias pendentes (dívidas a ser pagas em cash).

José Maria Ricciardi: “Vou colocar o Sporting no lugar que merece”

Num evento em Lisboa, a quatro dias das eleições do Sporting Clube de Portugal, José Maria Ricciardi mostra-se confiante na vitória para as eleições do clube de Alvalade do próximo sábado.
Recomendadas

Mecanismo extrajudicial de negociação dos lesados do Banif e BES aceite pelas comissões liquidatárias

A Ordem dos Advogados já tem proposta de Regulamento para mecanismo extrajudicial, destinado a identificar um perímetro de lesados não qualificados do Banif e também das sucursais exteriores do BES, diz o comunicado da ALBOA – Associação de Lesados.

Novo Secretário de Estado das Comunicações já renunciou a cargo na CGD

Alberto Souto de Miranda é o novo Secretário de Estado Adjunto e das Comunicações, do Ministério das Infraestruturas e da Habitação. CGD já recebeu renúncia formal ao cargo de membro não executivo do Conselho de Administração.

FEI vai garantir 50% do risco de financiamento do BCP a empresas com menos colaterais

O Millennium BCP e o Fundo Europeu de Investimento (FEI) assinaram dois acordos de financiamento às empresas no valor total de 900 milhões de euros, para os próximos dois anos. O BCP empresta e o FEI garante o risco a 50%.
Comentários