Startups nacionais à ‘caça’ de 45 mil milhões de euros na Web Summit

Paddy Cosgrave, CEO da Web Summit, antecipa que investidores se apaixonem por Portugal e decidam apostar no país.

A três dias de Lisboa receber um dos maiores eventos de tecnologia e inovação da Europa, no MEO Arena e na FIL, no Parque das Nações, ultimam-se os pormenores para acolher os 50 mil participantes previstos pela organização da Web Summit.
Há mais de 200 startups portuguesas inscritas – 67 das quais por terem vencido um concurso no âmbito do Programa Start Up Portugal, lançado pelo Governo – e as expetativas quanto ao impacto da iniciativa são elevadas.

As estimativas, com base no que aconteceu na edição de Dublin, em 2015, apontam para um impulso económico imediato de 200 milhões de euros, devido aos gastos de visitantes em hotéis, restaurantes e táxis, por exemplo.

Mas o mais importante é o que vem depois. “A Web Summit vai trazer mais de mil investidores a Lisboa, a vasta maioria pela primeira vez. O potencial para a retenção de investimento é enorme, tal como é a oportunidade de muitas empresas se apaixonarem pelo país e decidirem investir ou estabelecer a sede em Portugal”, diz, ao Jornal Económico, Paddy Cosgrave, CEO da Web Summit.

O gestor considera que o efeito económico mais abrangente terá de ser estudado pelas autoridades portuguesas, dentro de um ano a três anos. “Só a longo prazo será possível perceber o impacto na economia nacional”, argumenta.

Para as startups portuguesas inscritas, o período decisivo serão os três dias do evento, já que estarão presentes na Web Summit Lisboa representantes de fundos de capital de risco no valor total de 45 mil milhões de euros, segundo a organização. Contudo, muitos investimentos só se materializam depois da cimeira propriamente dita. Após os eventos Web Summit realizados em 2015, as startups que estavam inscritas nessas iniciativas conseguiram captar investimentos de mil milhões de dólares (900 milhões de euros).

Este valor inclui as empresas presentes não apenas em Dublin mas também no evento Collision, nos Estados Unidos, no Rise, em Hong Kong, e no MoneyConf, em Espanha.

Para as startups portuguesas com presença já marcada em Lisboa as expetativas são altas. Outros objetivos passam por encontrar investidores, parceiros ou apenas uma oportunidade única de promover negócios inovadores .

Na edição Web Summit de Dublin, uma das startups que conseguiram angariar investimentos foi a portuguesa Uniplaces. Esta plataforma online de alojamento de estudantes universitários conseguiu financiamento do fundo de investimento Atomico, de Niklas Zennstrom, cofundador e presidente do Skype, e dos fundos de capital de risco Caixa Capital, Shilling Capital Partners e Octopus Ventures.

Na cimeira de Lisboa estarão startups com um valor estimado em 560 milhões de euros. Entre os participantes do evento estão representantes do Facebook, da General Electric, da Amazon e da Coca-Cola.

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