Subida da inflação na Alemanha pressiona juros portugueses

A inflação na Alemanha está num valor muito próximo do objectivo definido pelo BCE para a zona euro (inflação perto de 2%) e por isso constitui um novo elemento que pode ser tido em conta na condução da política monetária europeia.

D.R.

Os preços no consumidor na Alemanha cresceram 1,7% em dezembro, face a igual mês de 2015, fixando-se no nível mais alto em três anos, avançou esta terça-feira o Departamento Federal de Estatísticas alemão. Esta subida supera as expectativas e justifica-se pelo comportamento do preço do petróleo.

Trata-se do crescimento mais rápido da taxa observado desde julho de 2013 na maior economia da Europa e o valor anunciado superou os 1,5% previstos pelos analistas internacionais.

Como resultado disso, e com o medo de que os juros do BCE possam subir na sequência disto, em Portugal, a taxa de rentabilidade das OT’s a dez anos atingiu os 3,9% e o prémio de risco exigido face ao benchmark alemão com o mesmo prazo alargou para 365 pontos base, o nível mais elevado desde Janeiro de 2014.

Noutros países da periferia também se assistiu ao aumento das yields dos títulos a dez anos, destacando-se o alargamento dos prémios exigidos aos títulos de dívida pública italiana.

 

 

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