Sul-coreanos em protesto por encerramento de fábrica da General Motos

Em sinal de protesto alguns trabalhadores chegaram mesmo a rapar o cabelo. A fábrica em causa emprega 2.000 sul-coreanos, numa região portuária e marcadamente rural,

Trabalhadores da General Motors (GM) na Coreia do Sul protestaram na quarta-feira contra o encerramento de uma fábrica em Gusan. Os operários sul-coreanos ameaçam entrar em greve após o que chamaram de “sentença de morte” dado pela fabricante norte-americana.

A fábrica em causa emprega 2.000 sul-coreanos, numa região portuária e marcadamente rural, segundo a Reuters, e nos últimos três anos a sua capacidade produtiva já foi reduzida em cerca de 20%.

“A cidade de Gunsan trabalhou intensamente para salvar a GM, comprando carros produzidos na fábrica. Agora, a cidade está em pânico”, afirmou Park Chung-hi, a presidente do órgão equivalente a uma assembleia municipal.

Na quarta-feira, os trabalhadores em protesto erguiam à porta das instalações da GM cartazes onde se podia ler “Solidariedade, Luta”. Alguns trabalhadores, em sinal de protesto, raparam o cabelo.

Kim Jae-hong, um dos representantes dos operários da fábrica da GM na Coreia do Sul afirmou à agência de notícias: “Vamos proteger o nosso direito de viver na nossa cidade”.

A decisão de encerrar a unidade de Gunsan surge no seguimento da fabricante automóvel colcocar a produtividade e inovação à frente dos indicadore de vendas e volume de negócio. Desde 2015, que a GM está a deixar “cair” algumas unidades fabris em mercados com baixos níveis de produtividade, na Europa, Austrália, Sul de África e Rússia.