“Suor Frio”: 1ª Bienal de Joalharia Contemporânea

A joalharia mostra a sua garra e criatividade na 1ª edição da Bienal de Joalharia Contemporânea da cidade de Lisboa, com exposições, colóquios e masterclasses. Até 20 de novembro em vários espaços da capital.

© 1ª Bienal Joalharia Contemporânea Lisboa

Marylin Monroe cantava “Diamonds are Girls Best Friends”. Os tempos mudaram e a pandemia trouxe novos olhares e vontade de enfrentar os medos a que a Humanidade esteve exposta. Corpo, Medo e Proteção são assim os eixos sobre os quais assenta o tema da 1ª Bienal de Joalharia Contemporânea da cidade de Lisboa, “Suor Frio”. Um iniciativa que vai além da joalharia contemporânea, integrando ainda performance, escultura, fotografia e filme em diálogo com o espaço e obras da Igreja e do Museu de São Roque e do Museu da Farmácia, os dois principais núcleos deste projeto expositivo.

Entre os artistas que ocupam estes espaços, destaque para a nova escultura Lázaro, de Rui Chafes, e para a fotografia Hoje. Nada II, de Daniel Blaufuks, que estabelece diálogo com a exposição dos colares Preservation e Shielding, de Caroline Broahead, e ainda Olga Noronha, que apresenta um dos vestidos da série “Hora Suave”.

O artista holandês Ted Noten, mostra a instalação I Wanna Swap Your Ring?, que representa de um revólver criado a partir de 500 anéis. Uma intervenção que convida o público a substituir cada um deles por um objeto pessoal para, num “work in progress”, reconfigurar a peça de arte.

Sábado 18 de setembro, tem lugar o colóquio “Proteção”, entre as 10h00 e as 13h00, no qual serão abordados temas como “Máscara, proteção e elegância”, por Denis Bruna (França), “Relíquias e objetos de proteção no património do Museu de São Roque”, por Teresa Morna (Portugal), que contará com a moderação de Kirstin Kennedy (Reino Unido).

No âmbito das parcerias criadas para esta Bienal, aquela que reúne o Museu do Design e da Moda (MUDE) e a Sociedade Nacional e Belas-Artes (SNBA) deu origem à Oitavas de oficina, uma exposição antológica da obra de joalharia do escultor José Aurélio. São mais de 150 peças de joalharia e ainda algumas esculturas do artista, numa celebração da sua expressividade e simbolismo. A exposição tem curadoria de Laura Castro e pode ser vista até 22 de setembro.

Entre os dias 07 e 08 de outubro, também na Igreja de São Roque, estará exposta a Coroa de Nossa Senhora de Fátima, que hoje serve também como relicário à bala que atingiu o Papa João Paulo II no Vaticano, em 1981. No primeiro dia, terá lugar um colóquio dedicado à história deste objeto, que conta com a participação do Santuário e da casa criadora da peça.

A Bienal de Joalharia Contemporânea de Lisboa tem ainda apresentações na Sociedade Nacional de Belas Artes, onde está patente uma Jewellery Room, composta por projetos internacionais, e também nas galerias Tereza Seabra, Teresa Lacerda, Reverso, Sá da Costa e no Instituto Cultural Romeno.

Com curadoria de Cristina Filipe e direção artística da Associação Portuguesa de Joalharia Contemporânea (PIN), a Bienal de Joalharia Contemporânea de Lisboa propõe-lhe conhecer muitos mais artistas e propostas. Consulte o programa no site da Bienal e trace o seu próprio itinerário por Lisboa para desbravar as temáticas “corpo”, “medo” e “proteção”. Pode assistir presencialmente aos colóquios e masterclasses na Brotéria, em Lisboa, ou, online mediante inscrição no site do evento.

O evento encerra no dia 20 de novembro com uma palestra da antropóloga Filomena Silvano, e o lançamento do catálogo “Suor Frio”, que conta com a participação de Bárbara Coutinho, Cristina Filipe, Teresa Morna e João Norton de Matos, e a moderação de Marta Costa Reis.

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