Taxa de juro implícita do crédito à habitação aumentou em julho para máximo de quase dois anos

A prestação média vencida (soma do valor médio do capital amortizado com o valor médio de juros vencidos) aumentou um euro, para 242 euros, segundo os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística.

A taxa de juro implícita nos contratos de crédito à habitação aumentou 0,6 pontos de base (0,006 pontos percentuais) em julho, face a junho, para 1,038%, o valor mais elevado desde outubro de 2016, segundo os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) esta quarta-feira, 22 de agosto.

Este indicador inclui contratos para construção, aquisição e reabilitação de habitações.

“Para o destino de financiamento aquisição de habitação, o mais relevante no conjunto do crédito à habitação, a taxa de juro implícita para o total dos contratos foi 1,060%, mais 0,6 pontos de base do que o registado no mês anterior”, refere o INE.

A taxa implícita nos contratos feitos nos três meses terminados em junho – menos volátil – aumentou, passando de 1,427% para 1,471%, registando a primeira subida desde fevereiro.

A prestação média vencida (soma do valor médio do capital amortizado com o valor médio de juros vencidos), em junho, aumentou um euro, para 242 euros. “Deste valor, 45 euros (19%) correspondem a pagamento de juros e 197 euros (81%) a capital amortizado“, explica o INE.

O capital médio em dívida para a totalidade dos contratos aumentou 108 euros face ao mês anterior, para 52.016 euros. Para os contratos celebrados nos últimos três meses (até junho), o montante médio do capital em dívida subiu 897 euros, para 97.758 euros.

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