Taxas máximas no crédito automóvel descem no 4.º trimestre

No crédito automóvel para veículos usados as taxas máximas definidas se fixam em 5,9% para a locação financeira ou ALD (aluguer de longa duração) e 12,3% para o crédito com reserva de propriedade, abaixo dos 6% e 12,4% das taxas fixadas no terceiro trimestre, respetivamente.

Handover of car keys in a dealership

Numa informação publicada na sua página eletrónica, o Banco de Portugal informa que no crédito automóvel para veículos usados as taxas máximas definidas se fixam em 5,9% para a locação financeira ou ALD (aluguer de longa duração) e 12,3% para o crédito com reserva de propriedade, abaixo dos 6% e 12,4% das taxas fixadas no terceiro trimestre, respetivamente.

Já a taxa máxima a aplicar na locação financeira ou ALD de veículos novos diminui de 4,7% para 4,5%, enquanto no crédito automóvel com reserva de propriedade para veículos novos recua de 9,6% para 9,5%.

Para o trimestre de outubro a dezembro, o limite máximo das taxas de juro desce ainda em outros créditos pessoais (sem finalidade específica, lar, consolidado e outras finalidades) para 13,4% (face aos 13,6% anteriores) e nos cartões de crédito, linhas de crédito, contas correntes bancárias, facilidades de descoberto e ultrapassagens de crédito para 15,7% (face a 16,1%).

Em sentido contrário, a taxa máxima de juro nos créditos pessoais com destino à educação, saúde, energias renováveis e locação financeira de equipamentos sobe de 6,2% no terceiro trimestre para 6,5%.

O BdP calcula e publica trimestralmente as taxas máximas que podem ser cobradas em cada tipo de crédito aos consumidores.

Estas taxas constituem limites máximos aos encargos que podem ser contratados em cada tipo de contrato de crédito, de forma a combater práticas de usura.

Segundo a lei, as “taxas máximas para cada tipo de crédito são determinadas com base nas Taxas Anuais de Encargos Efetivas Globais (TAEG) médias praticadas no mercado pelas instituições de crédito no trimestre anterior, acrescidas de um quarto” e a “taxa máxima de qualquer tipo de crédito não pode exceder a TAEG média da totalidade do mercado do crédito aos consumidores, acrescida de 50%”.

Segundo o banco central, as taxas máximas agora divulgadas ponderam o impacto na TAEG das alterações às taxas de Imposto do Selo que incidem sobre o crédito aos consumidores.

Ler mais
Recomendadas

Fitch: multa da Concorrência aos bancos pode dificultar resultados

“No total, os 225 milhões de euros em multas contariam menos de 20% dos lucros do setor de 2018”, disse a agência de notação. Ainda assim, e apesar dos progressos registados pela banca nacional recentemente, a Fitch considera que os bancos poderão melhorar em áreas de governança.

UTAO: Novo Banco atira défice para 0,8% do PIB no 1.º semestre

O valor estimado pela UTAO para o semestre fica aquém da meta do Governo para o conjunto do ano, de 0,2% do PIB, “sem, contudo, colocar em causa o seu cumprimento”, consideram os técnicos do parlamento.

BCP convoca assembleia de obrigacionistas para discutir fusão do BII

A assembleia geral de obrigacionistas realizar-se-à no dia 21 de outubro, pelas 9h00, no edifício 5 do Taguspark, onde se situam as instalações do banco. BCP garante que a fusão não terá impacto para os trabalhadores do BII e que a sua incorporação contabilística no banco liderado por Miguel Maya será considerada a partir do dia 1 de janeiro de 2019, se entretanto a operação for autorizada pelo Banco Central Europeu.
Comentários