Tik Tok lança guia para combater ‘fake news’ nas presidenciais norte-americanas

A empresa admite que “não é a aplicação ideal para notícias de última hora ou política” mas explica que sabe que “um lar onde os norte-americanos se expressam”. O objetivo é apoiar os utilizadores com informações credíveis sobre questões públicas dos Estados Unidos.

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A Tik Tok entrou na luta contra a desinformação. A rede social de vídeos anunciou esta terça-feira, dia do primeiro debate entre Donald Trump e Joe Biden, o lançamento de um guia com informações sobre as presidências norte-americanas para auxiliar os utilizadores a perceber o que são fake news (notícias falsas).

“Obviamente, o Tik Tok não é a app ideal para notícias de última hora ou política e não aceitamos anúncios políticos pagos na nossa aplicação. Ainda assim, sabemos que o Tik Tok é um lar onde os norte-americanos se expressam – e tendo isso em mente, estamos focados em apoiar os nossos utilizadores com educação e informações credíveis sobre questões públicas importantes”, referiu Michael Beckerman, vice-presidente de políticas públicas dos Estados Unidos na TikTok, numa publicação online.

No blog oficial da empresa, o responsável explica que o objetivo da sua equipa é manter o Tik Tok “um lugar onde o conteúdo autêntico possa prospera”. “O nosso guia reflete o esforço contínuo para proteger a integridade da plataforma e as eleições nos Estados Unidos”, escreve o especialista.

Esta aposta acontece porque, ao contrário de países como Portugal, a Tik Tok tem sido uma plataforma de conteúdo político nos Estados Unidos, onde alega ter cerca de 100 milhões de utilizadores. Porém, é também a nível político que a própria empresa tem sentido entraves, depois de a Casa Branca tentar bloquear a app de estar disponível nas lojas da Apple e Google.

A 20 de setembro, a startup chinesa ByteDance, dona da Tik Tok, assinou um acordo de princípio com a Oracle e a Walmart nos Estados Unidos que estabelece que as empresas norte-americanas têm o direito de comprar uma posição de 12,5% e 7,5%, respetivamente, de uma recém-criada Tik Tok Global.

Caso a operação termine com sucesso, irá permitir a criação de uma empresa, provavelmente com sede no Texas, que contratará, pelo menos, 25 mil pessoas e contribuirá com cerca de 5 mil milhões de dólares (cerca de 4,2 mil milhões de euros) para um fundo dedicado à educação dos norte-americanos, de acordo com a Casa Branca. “Isso é a contribuição deles que tenho solicitado”, disse o presidente norte-americano nessa altura.

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