Topo da agenda: o que não pode perder na economia e nos mercados esta semana

Estimativa rápida das contas nacionais trimestrais do quarto trimestre de 2018 e emissão de obrigações do tesouro de 10 e de 15 anos irão marcar a semana.

Crescimento económico no Reino Unido

Na reunião da semana passada, o Banco de Inglaterra cortou as previsões do crescimento da economia britânica para 1,2% este ano, menos 0,5 pontos percentuais do que em novembro, em consequência do abrandamento global e das incertezas associadas ao Brexit. Os investidores estarão, assim, especialmente atentos à divulgação esta segunda-feira do Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido no último trimestre de 2018, depois de ter registado um crescimento de 1,5% no terceiro trimestre.

Eurogrupo discute conclusões da nona missão pós-programa a Portugal

O Eurogrupo reúne esta segunda-feira e na agenda estão a apresentação pela Comissão Europeia e BCE aos ministros, das principais conclusões da nona missão de supervisão pós-programa a Portugal, realizada de 26 a 30 de novembro de 2018, e da décima missão de supervisão pós-programa à Irlanda, realizada de 13 a 16 de novembro de 2018. A marcar os trabalhos estará ainda o debate sobre o nome do substituto de Peter Praet na Comissão Executiva do BCE.

Portugal vai aos mercados com o objetivo de financiar-se até mil milhões de euros

Esta quarta-feira, Portugal vai aos mercados procurar financiamento até mil milhões de euros. A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública – IGCP vai emitir obrigações do tesouro de 10 e de 15 anos. Os dois leilões vão ter lugar pelas 10h30, com maturidade em 15 de junho de 2029 e 18 de abril de 2034, com um montante indicativo global entre 750 milhões e 1.000 milhões.

Expansão da economia portuguesa 

O Instituto Nacional de Estatística (INE) publica esta quinta-feira uma estimativa rápida das contas nacionais trimestrais, referentes ao último trimestre de 2018. No terceiro trimestre, o PIB desacelerou para 2,1%, com um menor contributo da procura interna, em resultado da desaceleração do consumo privado. A Comissão Europeia estimou nas previsões de inverno, divulgadas na semana passada, que a economia portuguesa tenha tido uma expansão de 2,1% no quarto trimestre, consequência de uma menor procura externa. Já para o total do ano prevê que o PIB se tenha fixado em 2,1%.

Moody’s pronuncia-se sobre ‘rating’ de Portugal

A agência de notação financeira Moody’s deverá pronunciar-se sobre Portugal esta sexta-feria. Em outubro, subiu a avaliação de Portugal para o nível Baa3, com perspetiva estável, ou seja, o primeiro grau de investimento, tirando, assim, a dívida portuguesa do ‘lixo’ – nível em que estava há sete anos – e juntando-se às restantes principais agências, que também já tinham dado este passo após a crise. A última agência a avaliar Portugal foi a Fitch, a 30 de novembro, mantendo inalterada a notação da dívida portuguesa no segundo grau de investimento (BBB), com perspetiva estável.

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Ditadores “inteligentes” atraem mais investidores estrangeiros, revela estudo

De acordo com a Bloomberg, que analisou o estudo publicado pelo Instituto da economia em transição do Banco da Finlândia, estes investimentos são ainda mais significativos, quando efetivamente o líder do regime possui diplomas universitários ao nível da economia, e em especial quando a estes se junta a experiência no mundo dos negócios.

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