Topo da agenda: o que não pode perder na economia e nos mercados esta semana

Líderes mundiais e europeus reúnem por teleconferência para coordenarem planos de ação para minimizar o impacto económico do coronavírus. Serão divulgados dados económicos que vão permitir perceber o desempenho da economia antes do surto do Covid-19.

EPA/JIM LO SCALZO

A semana começa depois de uma reunião de emergência da Reserva federal norte-americana (Fed) que reuniu no domingo. O banco central liderado por Jerome Powell anunciou um corte da taxa de juro diretora em 100 pontos para um intervalo entre 0% e 0,25%.

Foi o segundo corte da taxa de juro diretora para mitigar o impacto negativo do Covid-19 na maior economia mundial.

Já na quinta-feira passada, a Fed tinha anunciado uma injeção de 1,5 mil milhões de dólares no sistema financeiro. No domingo a instituição referiu que vai comprar 500 mil milhões de dólares em Obrigações do Tesouro e 200 mil milhões de dólares em hipotecas nos próximos meses.

Líderes mundiais e europeus discutem coronavírus 

A propagação à escala global do novo coronavírus, que levou à restrição na circulação na fronteira entre Portugal e Espanha, obrigou os líderes dos membros do G7 a reunirem-se por teleconferência esta segunda-feira. Em cima da mesa estará a discussão em torno da coordenação dos esforços para se encontrar uma vacina para o Covid-19, e também uma resposta coordenada para responder financeiramente aos impactos que o vírus terá na economia.

No mesmo dia, também por teleconferência, os ministros das Finanças dos Estados Membros da União Europeia vão analisar o impacto económico do vírus e vão discutir medidas para o mitigar.

A Comissão Europeia, liderada por Ursula Von der Leyen, anunciou na sexta-feira que tem 37 mil milhões de euros para injetar na economia do bloco regional para minimizar os impactos económicos da nova doença, em especial para os setores mais afetados. É esperado que o braço executivo da UE volte esta semana a analisar mais medidas.

Portugal pode emitir dívida até 1.500 milhões de euros

Uma semana depois de ter emitido um total de 1.181 milhões de euros num leilão duplo de Obrigações do Tesouro a cinco e 10 anos, a República portuguesa volta aos mercados para se financiar.

O IGCP – Agência de Gestão da da Tesouraria e da Dívida Pública realiza esta quarta-feira um leilão duplo de Bilhetes do Tesouro a seis e 12 meses, com um montante indicativo global de entre 1.250 milhões e 1.500 milhões

Dados económicos depois do surto do coronavírus

Esta semana ficaremos com uma ideia do impacto económico do Covid-19 na China, que levou muitos setores da atividade económica a ficarem parados, uma vez que serão divulgados os dados sobre a produção industrial e vendas a retalho nos dois primeiros meses do ano.

Na Alemanha, que já fechou as fronteiras com França, Áustria e Suíça, serão publicados os resultados do inquérito da confiança dos investidores, na terça-feira.

No mesmo dia, nos Estados Unidos serão divulgadas as vendas a retalho relativas a fevereiro, que dará uma referência sobre o desempenho do consumo da maior economia mundial antes de ter sido afetada pelo novo coronavírus.

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Trata-se do segundo corte na ‘federal funds rate’ anunciado pelo banco central liderado por Jerome Powell este mês. “Os efeitos do coronavírus irão pesar na atividade económica a curto prazo e apresenta riscos ao outlook económico”, explicou a Fed. Há também mais compra de títulos, medidas para a banca e coordenação com outros bancos centrais.

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