Transporte aéreo: AAC publica tabela com novas tarifas máximas inter-ilhas e reduz preços

Os preços dos bilhetes para as ligações aéreas inter-ilhas em Cabo Verde aumentaram, depois da atribuição do monopólio dos voos domésticos à Binter, segundo a da Agência de Aviação Civil (AAC)

A nova tabela da Agência de Aviação Civil (AAC) que determina as tarifas máximas a aplicar no setor de transporte aéreo doméstico em Cabo Verde já foi publicada no Boletim Oficial, para entrar em vigor a 28 de outubro. Globalmente, os preços vão descer 2,33%, mas há rotas em que se registam aumentos.

Numa conferência de imprensa, o técnico e inspetor da AAC pela área de regulação económica, Silvino Fortes, disse  que, com a nova tabela, a agência quis “calibrar a tarifa”, uma vez que havia preços de bilhetes que não estavam adequados à distância.

Com a nova tabela, os voos domésticos registarão globalmente uma redução média de 2,33%, mas há rotas que aumentam e outras que diminuem, apontou inspetor da AAC.

Os aumentos mais significativos são nos percursos Praia/ São Filipe/Praia (9%) e Praia/Maio/Praia (5%) e as reduções mais significativas registam-se nas rotas Praia/ São Nicolau/Praia (-18%) e Praia/Sal/Praia (-16%).

Da análise feita a AAC conclui que desde a saída da Transportadora Aérea Cabo-verdiana (TACV) dos voos domésticos, em agosto de 2017, altura em que a Binter passou a ser o único operador no mercado local, o preço dos bilhetes aumentou ligeiramente.

Neste sentido, a decisão de fazer a alteração tem por objetivo evitar “eventuais abusos” da única operadora, o que aconteceu, segundo Silvino Forte. “As pessoas às vezes chegaram a pagar duas vezes no mesmo percurso, que era determinado por linha, mas que agora passa a ser por origem e destino”. O inspetor da AAC clarifica, que o operador é obrigado a aplicar a tarifa publicada origem/destino, independentemente das escalas.

As tarifas máximas são aplicáveis entre 20% a 80% da oferta real dos lugares, isso para dar  possibilidade ao operador de praticar preços mais baixos, aponta o Inspetor da AAC,  que no entanto lembra que ao pagar preço máximo o passageiro passa a ter direito a 20 quilos de bagagem e reembolso do bilhete.

O Silvino Fortes explicou, ainda, que durante as negociações para mexer no preço, a AAC propôs a Binter Cabo Verde, um upgrade do produto, associando novas condições à tarifa máxima”. Aponta por exemplo “a proposta de inclusão de stopover e um eventual alargamento do mínimo obrigatório da franquia de bagagem para 40 quilogramas que não foi aceite”. O que demostra, de acordo com inspetor da AAC, que a transportadora que tem monopólio do mercado dos voos domésticos em Cabo Verde não esta interessada do negócio do transporte de cargas.

Ler mais
Relacionadas

Binter lança promoção para voos para Tenerife, Gran Canaria e Cabo Verde

Companhia oferece bilhetes com preços mais reduzidos para voar desde Lisboa e a Madeira para Tenerife, Gran Canaria e Ilha do Sal.

Icelandair apresenta proposta para aquisição de 51% de transportadora aérea cabo-verdiana

O grupo islandês Icelandair apresentou uma proposta para aquisição de 51% da transportadora aérea Cabo Verde Airlines (TACV) com vista à privatização da empresa, disse hoje o primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva.

Cabo Verde Airlines cancela voos por falta de aviões

A companhia aérea pública Cabo Verde Airlines anunciou que cancelou os voos até quarta-feira devido a atrasos na reposição da frota, tendo acionado o programa operacional de proteção de passageiros.
Recomendadas

Ulisses Correia e Silva repudia especulação sobre remodelação governamental

Nesta entrevista, Ulisses Correia e Silva fala das prioridades do governo nesta conferência de doadores de dois dias, que começa hoje em Paris, onde o setor privado “ganha papel central”, perante a opção clara pela economia de base privada, feita pelo governo.

Governo cabo-verdiano afasta problema de gestão nos aeroportos após rotura de combustíveis na Ilha do Sal

O ‘jet fuel’ afetou aviões que fizeram escala técnica na ilha no final da semana passada.

UE tem 2,5 milhões de euros para desenvolvimento sustentável e inclusão social em Cabo Verde

“Vamos ter em conta as propostas apresentadas, as temáticas tratadas, o trabalho já feito pelas organizações que vão apresentar estes projetos, a viabilidade e a sustentabilidade desses projetos, uma vez terminado o potencial financiamento”, disse Sofia Moreira de Sousa, embaixadora da União Europeia em Cabo Verde.
Comentários