Transtejo vai ter 57 milhões para comprar 10 novos navios a gás natural

Os novos navios terão capacidade para transportar entre 400 a 450 passageiros. O primeiro será entregue até final de 2020, com a entrega a estar completa até 2024.

Cristina Bernardo

O Governo aprovou em conselho de ministros um plano de investimento no valor total de 90 milhões de euros para a Transtejo.

Este plano prevê 57 milhões de euros para comprar 10 novos navios com a capacidade para transportar entre 400 e 450 passageiros, que serão movidos a gás natural.

O primeiro navio deverá ser entregue no final de 2020, com os restantes nove navios a serem entregues até 2024.

O uso de gás natural vai permitir reduzir para metade as emissões de dióxido de carbono, uma descida de mais de cinco mil toneladas de dióxido de carbono por ano.

Os restantes 33 milhões vão servir para a manutenção da frota já existente, segundo um comunicado divulgado esta quinta-feira no site do Governo.

Os 57 milhões de euros para a aquisição dos 10 novos navios vão ser partilhados pelo Fundo Ambiental (40 milhões), pelo Progranma Operacional de Sustentabilidade no Uso de Recursos (15 milhões) e através do próprio orçamento da Transtejo.

A Transtejo é a empresa pública que assegura as ligações fluviais entre o Seixal, Montijo, Cacilhas e Trafaria/Porto Brandão e Lisboa.

Recorde-se que a falta de embarcações tem gerado o suprimento de várias carreiras da Transtejo, tal como no dia 11 de dezembro quando os utentes se indignaram com uma embarcação sobrelotada no Seixal, devido ao cancelamento da viagem anterior.

Os Verdes criticaram então o Governo no Parlamento: “Há barcos parados na Lisnave que podiam estar a funcionar enquanto os novos não vêm”, disse a deputada Heloísa Apolónia a 11 de dezembro a propósito do cancelamento de carreiras.

Em resposta, o primeiro-ministro destacou: “Não posso ter hoje os barcos que vou ter em 2020. Se a encomenda tivesse sido feita pelo anterior Governo, já podiam estar a navegar. Já tentámos alugar barcos como como os comboios, mas não há barcos no mercado que possam ser alugados”, disse então António Costa, dando conta que o Governo estava a investir 18 milhões na reparação de navios da Transtejo.

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