Twitter bloqueia publicação de deputada de extrema-direita alemã por incitamento ao ódio

A deputada está a ser investigada pelas autoridades alemãs, após uma das suas publicações ter sido removida da rede social por violar as novas regras alemãs sobre os discursos de ódio.

A vice-presidente do partido de extrema-direita AfD (Alternativa para a Alemanha), Beatrix von Storch, está a ser investigada pelas autoridades alemãs por suspeitas de incitamento ao ódio contra a comunidade muçulmana. A investigação surge depois de uma das publicações da deputada ter sido removida da rede social Twitter por violar as novas regras alemãs sobre os discursos de ódio.

No comentário, publicado a 31 de dezembro, a deputada de extrema-direita acusou a polícia de Colónia de ter enviado as felicitações de Ano Novo em árabe para “tentar apaziguar as hordas de violadores bárbaros muçulmanos”. “O que se está a passar com este país? Por que é que a página oficial da polícia da Renânia do Norte-Vestfália está a twittar em árabe?”, terá questionado na rede social.

Fonte da polícia alemã indica ao ‘Financial Times’ que, logo após Beatrix von Storch ter publicado a mensagem, receberam “várias centenas de queixas” contra o conteúdo do tweet. Paralelamente, a mensagem foi removida da rede social, depois de ter sido chumbada nos filtros aplicados nas redes sociais, na sequência da aprovação de novas medidas sobre o que pode ou não ser publicado.

A lei, conhecida como NetzDG ou Network Enforcement Act, prevê a remoção de todo o tipo de publicações “claramente ilegais”, como ameaças de violência, calúnias e discursos de incitamento ao ódio contra terceiros. Ao abrigo desta nova lei, que entrou em vigor em outubro, este tipo de mensagens devem ser apagadas dentro de 24 horas e os utilizadores devem ser notificados da infração, podendo arriscar uma multa que pode ir até aos 50 milhões de euros.

Apesar da polémica gerada, Beatrix von Storch repetiu a publicação do tweet no Facebook, juntamente com a mensagem: “Feliz ano novo! Em um país livre! Onde qualquer um pode chamar um bárbaro de bárbaro – mesmo que seja muçulmano”.

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