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Ucrânia: Costa defende que base da paz passa por reforço das forças armadas ucranianas

Em conferência de imprensa, em Lisboa, o presidente do Conselho Europeu disse que, independentemente do processo negocial intermediado por Trump, a “base das futuras garantias de segurança será sempre as Forças Armadas da Ucrânia”.
Portuguese Prime Minister Antonio Costa speaks to the press as he attends a European Union leaders summit in Brussels, Belgium March 21, 2024. REUTERS/Johanna Geron/File Photo
19 Agosto 2025, 14h51

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, defendeu hoje que reforçar as Forças Armadas da Ucrânia é a única maneira de assegurar que uma eventual paz seja duradoura.

“Quem tem os pés no terreno, quem está na linha da frente, e as bases das garantias de segurança são as Forças Armadas ucranianas”, disse António Costa, no final de uma reunião extraordinária do Conselho Europeu, por videoconferência, convocada após contactos em Washington que envolveram, na segunda-feira, os presidentes dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, e da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e uma delegação de vários líderes de países da União Europeia (UE).

Em conferência de imprensa, em Lisboa, o presidente do Conselho Europeu disse que, independentemente do processo negocial intermediado por Trump, a “base das futuras garantias de segurança será sempre as Forças Armadas da Ucrânia”.

Nas mesmas declarações, Costa disse que espera que as futuras negociações entre Zelensky e o Presidente russo, Vladimir Putin, “sejam bem-sucedidas”.

Sobre a arquitetura do processo de paz, António Costa disse que a única coisa que importa “é que a guerra pare”.

“O que é fundamental é que a guerra pare. Que acabem os ataques, que acabe a destruição de bens materiais e, sobretudo, que acabe a destruição de vidas”, referiu.

E acrescentou: “Estamos há mais de três anos com uma guerra constante, é preciso que ela pare. Se lhe chamamos tréguas, se lhe chamamos cessar-fogo, se lhe chamamos acordo de paz, o que importa é que as mortes terminem, a destruição termine, e as negociações tenham lugar e sejam bem-sucedidas”.

Costa quer reunião quadrilateral que inclua União Europeia

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, defendeu ainda que, além das conversações bilaterais e trilaterais entre líderes sobre a guerra na Ucrânia, devem ocorrer conversações quadrilaterais que incluam a UE.

António Costa expressou aos jornalistas, depois de uma videoconferência com líderes europeus, a vontade da UE de estar presente na mesa das negociações, apesar dos possíveis futuros diálogos não incluírem Bruxelas.

Durante a conferência, o presidente do Conselho Europeu publicou na rede social X uma fotografia a acompanhar uma descrição em que garantia que a Ucrânia vai “permanecer no topo das agendas dos líderes durante as próximas semanas e meses”, sublinhando que o primeiro passo deve recair sobre a Rússia, que deve “acabar com a violência imediatamente”.

A videoconferência organizada por António Costa seguiu-se a uma reunião copresidida pelo Presidente francês, Emmanuel Macron, e pelo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e que juntou 30 países, maioritariamente europeus.

A reunião extraordinária do Conselho Europeu decorreu depois de um encontro, na segunda-feira em Washington, entre o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, os homólogos ucraniano, Volodymyr Zelensky, francês, Emmanuel Macron, finlandês, Alexander Stubb, e os chefes dos Governos britânico, Keir Starmer, e alemão, Friedrich Merz.

Estiveram ainda presentes a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, e a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni.


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